Vereadora destacou importância da assistência médica em Feira de Santana e pediu o fim da Central de Regulação

Aldney Bastos (Neinha): ontem, estive nesta tribuna tratando sobre a Central de Regulação estadual, a conhecida fila da morte. Quero chamar atenção de todos que não devemos mudar o papel do pronto atendimento e do hospital.

Aldney Bastos (Neinha): ontem, estive nesta tribuna tratando sobre a Central de Regulação estadual, a conhecida fila da morte. Quero chamar atenção de todos que não devemos mudar o papel do pronto atendimento e do hospital.

No uso da tribuna, na sessão ordinária desta terça-feira (10/09/2019), na Câmara Municipal de Feira de Santana, a vereadora Aldney Bastos Marques (Neinha, PTB) falou mais uma vez sobre a importância da assistência médica na cidade e pediu o fim da Central de Regulação.

“Ontem, estive nesta tribuna tratando sobre a Central de Regulação estadual, a conhecida fila da morte. Quero chamar atenção de todos que não devemos mudar o papel do pronto atendimento e do hospital. Quando falam da reforma do Clériston Andrade, dá a entender que a solução do problema chegou, mas não chegou. O problema é que o Estado não quer estar perto do povo. Infelizmente, a Central de Regulação digo que é a fila da morte. Paciente não se trata com papel, tem que ter solução. Uma reforma não acolhe a todos, a construção de outro hospital também não. Governador, construir um hospital e não faz mais que sua obrigação”, pontuou Neinha.

E continuou. “O governador pensou: ‘vou fazer um hospital em Feira, para quando chegar perto da eleição, a gente inaugurar e dizer que fez na cidade tem um hospital bala, que vai resolver todos os problemas’. E as pessoas comem essa pilha e acreditam que o Estado está fazendo algo por Feira. Feira está a ver navios; o HGCA cresceu o quê? Paciente com o pé necrosado está na policlínica, está na UPA. A secretária de Saúde, Denise Mascarenhas, é professora do SUS, ela dá aula sobre isso, tem conhecimento, tem bagagem. Saúde não é feita de achismo e sim com ação, programas, valores, e vidas que precisam ser salvas”, ressaltou.

Segundo a edil, é preciso ter conhecimento para tratar de saúde. “ Médico estudou para ser médico e são diferenciados; foram chamados para salvar vidas. Vamos respeitar eles e conhecer mais a saúde. Existe saúde municipal, estadual e federal. Temos pouco conhecimento na saúde e precisamos estudar mais sobre o assunto. Precisamos desconstruir a Central de Regulação, a fila da morte. É essa falta de transferência que está matando o povo. Fica aqui meu repúdio em relação à Central de Regulação, que está sendo um caos na Bahia”, avaliou.

Em aparte, o edil Luiz Augusto de Jesus, Lulinha (DEM), parabenizou o discurso de Neinha, concordando com sua opinião. “ A realidade é essa. O governador não gosta de Feira. Não está fazendo um hospital de grande porte como Feira merece. É menor que todos os hospitais construídos na cidade, isso é gostar de Feira? Está morrendo gente e vão morrer muito mais, e se tiver mais de 60 anos de idade vai continuar morrendo. A senhora está de parabéns e temos que continuar cobrando”, ressaltou.

De volta com a palavra, Neinha disse não concordar com a transferência de pacientes para outras cidades. “Como vão tirar de perto quem você ama? É papel do Estado desconstruir o laço familiar? Falo porque sei que não é fácil ter um parente idoso transferido para outra cidade. Feira precisa acordar. A imprensa precisa ajudar a desconstruir essa maldita Central de Regulação. Ninguém ligado ao PT vai ficar na fila da morte. Sabe por que? Porque tem vários jatinhos para buscar pacientes graves no interior. Um médico me relatou que teve que esperar um paciente no Hospital da Bahia, porque a ordem chegou do gabinete do governador, mas essa regra não é para todos. Governador, não é separar o povo e sim cuidar dele. Saúde é direito do povo e dever do Estado”, findou.

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