Procuradores da República que atuaram na força-tarefa do Caso Lava Jato tramaram derrubada de ministro do STF

Deltan Dallagnol, procurador da República e chefe da força-tarefa do Caso Lava Jato. Evidencias apontam que membro do MP chefiou uma Organização Criminosa, que atuou de forma persecutória, monetizou a função pública e violou de forma reiterada a Lei.

Deltan Dallagnol, procurador da República e chefe da força-tarefa do Caso Lava Jato. Evidencias apontam que membro do MP chefiou uma Organização Criminosa, que atuou de forma persecutória, monetizou a função pública e violou de forma reiterada a Lei.

Em novas revelações da Vaza Jato trazidas pelo colunista Reinaldo Azevedo, da rádio BandNews, a procuradora Thamea Danelon, cotada pelo futuro procurador-geral da República, Augusto Aras, conta a Deltan Dallagnol que foi procurada pelo advogado Modesto Carvalhosa para redigir pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

“O Professor Carvalhosa [Modesto Carvalhosa, advogado] vai arguir o impeachment de Gilmar. Ele pediu para eu minutar para ele”, disse Danelon em conversa com Dallagnol, que respondeu: “Sensacional Tamis! Manda ver”.

Em sua rede social, o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), afirmou que Dallagnol, Thaméa Danelon e a maior parte da força-tarefa do Caso Lava Jato “rasgaram a Constituição e Todos os códigos de ética e de conduta do Ministério Público, do funcionalismo público e dos princípios fundamentais do Direito”.

Como destaca Reinaldo Azevedo, a atitude esperada de Dallagnol, como responsável pela operação Lava Jato, seria a de exonerar a procuradora por cometer um ato ilícito, não a de estimular o “suporte”. A atuação seria ilegal porque a procuradora da República, funcionária da União, “passa, na prática e por baixo dos panos, a atuar a serviço de um advogado”, segundo Azevedo.

De acordo com o jornalista, o comentário foi feito por Thamea com certo espanto, utilizando-se de emojis de “susto”, mas Dallagnol tratou de tranquilizá-la e dar o caminho das pedras. “Fala com o pessoal do RJ que tem tudo documentado quanto à atuação do sócio da esposa”, disse ele. Deltan Dallagnol ainda sugere que pode revisar o pedido, mostrando certa desconfiança na atuação da procuradora, cogitada pelo novo PGR Augusto Aras, para coordenar a Lava Jato nacionalmente durante seu mandato.

“Criminosos”

Vários parlamentares da Bancada do PT também condenaram a atitude de Dallagnol e da procuradora Thamea Danelon. Entre eles, o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) que foi taxativo em seu Twitter: “Criminosos. Agiam nas sombras, sempre tramando contra alguém e sempre cientes de suas ilegalidades”, afirmou.

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), também em seu Twitter informou que a procuradora Thaméa Danelon, do MPF de SP, “simplesmente armava com Dallagnol”, segundo denúncias da Vaza Jato, um impeachment contra o ministro do STF Gilmar Mendes. “E isso vai ficar por isso mesmo?”, cobrou.

E o deputado Rogério Correia (PT-MG) destacou que a procuradora fala a Dallagnol sobre uma “petição ilegal que faria para advogado privado”. E Deltan, “inacreditavelmente, diz: ‘Sensacional, manda ver, apoiadíssima’. CPI nesta turma já!”, defendeu.

Em busca de provas

Deltan Dallagnol já admitiu ter atuado com o objetivo de promover impeachment de Gilmar Mendes, buscando, irregularmente, provas na Suíça. Em conversas, o procurador já chegou a taxar Gilmar como “brocha institucional” após o ministro criticar as 10 medidas contra a corrupção, defendidas pelo coordenador da Lava Jato.

*Com informações da Revista Fórum.

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