Procuradores da República que atuam na força-tarefa do Caso Lava Jato pedem demissão coletiva em retaliação a Raquel Dodge; Corrupção afetou MPF

Seis procuradores que fazem parte da equipe que investiga a Lava Jato, entregaram os cargos. Segundo informou o Estadão, o motivo seria "incompatibilidade" com o entendimento da procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge.

Raquel Dodge, procuradora-geral da República. MPF foi afetado por elevado grau de corrupção e chefe do Ministério Público da União sofre retaliação.

Seis procuradores da Republica que fazem parte da equipe que investiga o Caso Lava Jato, entregaram os cargos nesta quarta-feira (04/09/2019). Segundo informou o Jornal Estadão, o motivo seria “incompatibilidade” com o entendimento da procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge.

A crise acontece à poucos dias de Raquel Dodge deixar o cargo, o que acontecerá no dia 17 deste mês. Segundo circula na imprensa, os procuradores que pediram desligamento dos cargos são: Raquel Branquinho, Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely e Alessandro Oliveira. O Estadão ainda aponta que o desentendimento da equipe com Raquel Dodge está relacionado com a delação premiada do executivo Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS.

“Devido a uma grave incompatibilidade de entendimento dos membros desta equipe com a manifestação enviada pela PGR ao STF na data de ontem (03/09/2019), decidimos solicitar o nosso desligamento do GT Lava Jato e, no caso de Raquel Branquinho, da SFPO [Secretaria da Função Penal Originária]. Enviamos o pedido de desligamento da data de hoje. Foi um grande prazer e orgulho servir à Instituição ao longo desse período, desempenhando as atividades que desempenhamos. Obrigada pela parceria de todos vocês. Nosso compromisso será sempre com o Ministério Público e com a sociedade.”

Em nota, a Procuradoria Geral da República rebate as acusações dos membros do MP e afirma que “em todos os seus atos, age invariavelmente com base em evidências, observa o sigilo legal e dá rigoroso cumprimento à Constituição e à lei”.

Nota da PGR

Ao confirmar que recebeu pedido de desligamento de integrantes de sua equipe na área criminal, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reafirma que, em todos os seus atos, age invariavelmente com base em evidências, observa o sigilo legal e dá rigoroso cumprimento à Constituição e à lei. Todas as suas manifestações são submetidas à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

*Com informações do Congresso em Foco.

Publicidade

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Faça uma doação ao JGB

Perfil do Autor

Redação
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]