Com ajuda de Deltan Dallagnol, procuradora da República atuou com advogado para prejudicar ministro do STF Gilmar Mendes

Gilmar Mendes, ministro do STF.

Gilmar Mendes, ministro do STF. Evidencias apontam para atuação de Organização Criminosa, formada por procuradores da República, com a finalidade de destruir a reputação e criminalizar a atuação do ex-presidente do STF.

Procuradores da operação Lava Jato atuaram ilegalmente com advogados com o objetivo de pedir o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. No dia 3 de maio de 2017, Thaméa Danelon, procuradora da República que coordenou a Lava Jato em São Paulo (SP), escreveu para o chefe da força-tarefa em Curitiba (PR), Deltan Dallagnol, mostrando trabalho feito para o advogado do setor privado Modesto Carvalhosa: o pedido de impedimento de Gilmar.

A nova revelação da Vaza Jato, a partir de conteúdos obtidos pelo The Intercept Brasil, foi divulgada pelo jornalista Reinaldo Azevedo em seu programa na BandNews FM. “Esse tipo de gente que faz isso faz qualquer coisa. Esse tipo de gente, quando morre criança ironiza“, criticou o jornalista ao comentar o ambiente de conluio que emerge das revelações da Vaza Jato.

Thaméa mandou mensagem para Deltan: “Oi, o professor Carvalhosa (Modesto) vai arguir o impeachment do Gilmar. Ele pediu para eu minutar para ele”. A procuradora redigiu um pedido de impeachment do ministro do STF para Modesto entregar. De fato, ele já apresentou dois pedidos de impeachment contra Gilmar.

Deltan, chefe dela, poderia expulsá-la da força-tarefa. Mas não. Ele responde: “Sensacional, Tamis. Manda ver. Fala com o pessoal do Rio de Janeiro que tem tudo documentado”. Ela retorna e afirma para Dallagnol que o apoio dele é muito importante. “Apoiadíssima”, afirma o chefe da força-tarefa seguido de nove palmas de comemoração.

“Se quiser, olhamos depois de você redigir”, completa Dallagnol, se oferecendo para supervisionar o trabalho. “Quero sim, lógico, obrigada”, agradece a procuradora. “Ninguém pode saber que olhamos, se não enfraquece. Vão dizer que é vingança porque soltaram o Dirceu”, completa Dallagnol, aparentemente ciente da ilegalidade.

Indicação de Aras

O novo procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, teria a intenção de nomear Thaméa para coordenar a força-tarefa do Caso Lava Jato em Brasília.

Até o momento, a Vaza Jato mostrou a relação promíscua de Sergio Moro, ministro bolsonarista que era juiz federal em Curitiba, com membros do Ministério Público, especialmente Dallagnol. Moro atuou como orientador, como chefe da acusação, e não como juiz imparcial. O objetivo do conluio foi prejudicar adversários políticos do projeto de extrema-direita, defendido por eles e representado por Jair Bolsonaro (PSL).

Thaméa e Carvalhosa disseram que não se manifestam sobre um caso oriundo de informações obtidas ilegalmente. Nem para negar. Dallagnol disse que não reconhece as mensagens e não revisou nenhum pedido de impeachment.

*Com informações da Rede Brasil Atual.

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