Classe dominante escolhe Sérgio Moro para dar continuidade ao Governo do Extremista de Direita de Jair Bolsonaro e esquema o projeta como potencial candidato à presidência da República em 2022

Ministro Sérgio Moro e presidente Jair Bolsonaro. Classe dominante quer ex-juiz do Caso Lava Jato como candidato à presidente da República em 2022.

Ministro Sérgio Moro e presidente Jair Bolsonaro. Classe dominante quer ex-juiz do Caso Lava Jato como candidato à presidente da República em 2022.

Uma pesquisas divulgada nesta quinta-feira (05/09/2019) mostrou que Sergio Moro é o ministro mais popular do governo Bolsonaro e mais bem avaliado do que o próprio presidente. O cientista político Rodrigo Prando comento sobre as perspectivas de Moro dentro do governo. Observa-se que parte da classe dominante escolheu o ex-juiz Sérgio Moro para dar continuidade ao Governo do Extremista de Direita de Jair Bolsonaro e esquema o projeta como potencial candidato à presidência da República.

De acordo com a pesquisa divulgada pelo Datafolha, 54% avaliam a gestão do ministro da Justiça como ótima ou boa, enquanto 29% responderam o mesmo sobre Jair Bolsonaro.

O cientista político e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, Rodrigo Prando, em entrevista à Sputnik Brasil, avaliou as possibilidades do ministro Sergio Moro buscar a candidatura à Presidência da República em 2022.

De acordo com ele, a pesquisa que comprova a credibilidade que ministro Sergio Moro ainda tem com a população, apesar dos vazamentos de diálogos da Lava Jato pelo The Intercept, pode influenciar nos seus planos para as eleições de 2022.

“Não dá pra saber quais são as suas intenções no momento, mas sempre que uma pesquisa mostra que você está a 25% de credibilidade acima do presidente da República, obviamente que a pesquisa, a mídia, os formadores de opinião te colocam na condição de um ‘player’ muito válido para 2022”, observou.

No entanto, o cientista político afirmou que, caso decida pretender ao cargo de presidente, irá encontrar obstáculos que não tinha quando era juiz.

“O Moro pode nutrir um desejo enorme pela Presidência da República. Agora, para isso ele vai tratar com pessoas que disputarão com ele e que não são apenas vaidade, são projetos tratados há muito mais tempo, por exemplo, do próprio Doria em São Paulo, vamos lembrar da Marina, do Ciro, do Haddad, do Luciano Huck, que é um nome sempre cotado, que não vão ter problema em ‘torpedear’ o Moro’, afirmou.

De acordo com ele, em uma possível pretensão à Presidência da República, os seus adversários irão atacá-lo usando os vazamentos da Lava Jato feitos pelo The Intercept enquanto ele ainda ocupava o cargo de juiz.

Sergio Moro como ‘vítima’ de Bolsonaro

Em relação à estratégia do presidente de esvaziar o ministro da Justiça, Sergio Moro, o especialista Rodrigo Prando observou que Bolsonaro “tem feito um movimento de constantemente mostrar que o poder e a caneta é dele, esvaziando e até submetendo Moro a humilhações públicas”.

“Só que o eleitorado também não gosta da postura arrogante e prepotente. Então o que favoreceu o Bolsonaro em 2018 poderia neste processo em que Bolsonaro submete Moro a esta condição muitas vezes humilhante, tornar o Moro alguém na condição de um ministro que suportou calado [..] e nesta condição de humilhado possa vir a ter uma aura de alguém que possa ocupar a Presidência da República”, completou.

Bolsonaro e Sergio Moro vem divergindo sobre alguns aspectos da condução do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Anteriormente, o presidente disse que poderia trocar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), subordinada ao ministério de Moro. Bolsonaro ainda chegou a dizer que quem indica o comando não é o Moro.

Datafolha: Moro mantém avaliação positiva acima de 50% e o é mais bem avaliado do governo

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, continua como o mais bem avaliado do governo Jair Bolsonaro, com 54% de ótimo ou bom, segundo pesquisa do Instituto Datafolha. No último levantamento, em julho, a aprovação de Moro estava praticamente no mesmo nível, em 55%. A avaliação positiva do titular da pasta da Justiça se mantém mesmo após os contínuos vazamentos de conversas entre Moro e integrantes da Lava Jato e supera em 25 pontos a aprovação do presidente Bolsonaro, de 29%.

Depois do ex-juiz, o ministro mais bem avaliado é Paulo Guedes (Economia), com 38% de ótimo ou bom, seguido por Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), com 36%.

Dois ministros envolvidos em recentes polêmicas, o do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o da Educação, Abraham Weintraub, têm aprovação semelhante à de Bolsonaro. O primeiro, em meio ao aumento das queimadas na Amazônia e às críticas internacionais, alcançou 30% de ótimo ou bom, 12 pontos a menos do que no último levantamento, segundo o Datafolha. Weintraub tem os mesmos 29% de Bolsonaro.

O Datafolha entrevistou 2.878 pessoas, em 175 municípios de todas as regiões do País.

*Com informações da Agência Sputnik, Datafolha, Broadcast de Política do Estadão.

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