A baixa estima do brasileiro | Por Alberto Peixoto

Governo do presidente Jair Bolsonaro contribui para baixa estima da população. Linguagem vulgar e comportamento senil depreciam o comando da nação.

Governo do presidente Jair Bolsonaro contribui para baixa estima da população. Linguagem vulgar e comportamento senil depreciam o comando da nação.

“O maior problema do Brasil, é a baixa autoestima do brasileiro” – Professor James Heckman, Prêmio Nobel de Economia 2000.

O povo brasileiro está se sentindo humilhado e com a autoestima em baixa. No contexto internacional, um desastre. Bolsonaro ofende autoridades com banalidades do tipo falar que a esposa de Emmanuel Macron, presidente da França, é velha e feia. Entretanto com um currículo excelente.

Brigitte Marie-Claude Macron, professora francesa de literatura do Lycée Saint-Louis-de-Gonzague, uma prestigiada escola de elite em Paris, ensinou francês e latim em La Providence, um colégio jesuíta em Amiens. Foi nesta escola que Brigitte e Emmanuel Macron se conheceram. Hoje aposentada das funções de educadora.

Como seria o currículo e descendência de Michelle Bolsonaro, esposa de Jair Messias Bolsonaro?

O presidente Jair Bolsonaro agrediu, no ultimo dia 4 de setembro em publicação no Facebook, a alta comissária de Direitos Humanos da ONU e ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, acusando-a de seguir a mesma linha de Macron, de “se intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira”.

Não sentindo satisfeito, atacou o pai de Bachelet, general de brigada da Força Aérea Chilena, Alberto Bachelet Martínez, que foi preso e torturado até a morte – Santiago, 1974 – pelo “ditador” Augusto Pinochet, por ser contra as atrocidades do presidente Salvador Allende.

Como se pode ver, apologia à tortura e a ditadores está no DNA da “famíglia” Bolsonaro.

A direita burra e inexorável brasileira, através do ódio a Lula e ao PT, escolheu nas urnas um estagiário de ditador que direciona seu governo no sentido de favorecer os ricos, banqueiros e empresários. As classes mais humildes estão a cada dia mais desfavorecidas. Entre os mais carentes o índice de desemprego é alarmante; sem moradia e sem condições de frequentar uma escola; o poder de compra diminuiu com o fim do programa Bolsa Família. “A recessão tomou conta do mercado”.

O presidente eleito pela direita radical, não tem verbo – expressão, sabedoria, eloquência, a arte de bem falar – e se atém a falar “abobrinhas” nas entrevistas para os diversos canais de TV. É impossível aceitar que um chefe de Estado tenha como assunto de suas entrevistas banalidades como: quantas vezes e em quais dias as pessoas devem ir ao toilet!

Para preencher o poço de excreções “bolsonarianas”, mais uma vergonha nacional: a ONU – Organização das Nações Unidas – veta discurso do Brasil na Cúpula do Clima em Nova York. “O Brasil não apresentou nenhum plano para aumentar o compromisso com o clima” – informa o secretário-geral da ONU, Luís Alfonso de Alba.

O governo do dublê de ditador não enviou nenhum projeto para incrementar a abrangência das responsabilidades climáticas. Portanto, só foram escolhidos para participarem deste evento, países que elaboraram propostas destinadas a este segmento. Gestores intelectualizados e com assuntos extraordinários. Com conteúdo!

Pesquisa realizada pelo Instituto Paraná, revelam que para 70% dos brasileiros, os pronunciamentos de Bolsonaro dificultam mais as atividades gestoras de sua “equipe”, do que contribuem para o exercício das atividades da governança. Estes fatos revelam o alto índice de resistência às articulações de Bolsonaro com o eleitorado que não o elegeu.

Por estas e por outras ocorrências supracitadas é que a “baixa autoestima” do brasileiro está sempre em declínio. Jair Bolsonaro, “a tua piscina tá cheia de ratos, tuas ideias não correspondem aos fatos, o tempo não para” – Cazuza.

*Alberto Peixoto, Escritor.

Publicidade

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Faça uma doação ao JGB

Perfil do Autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.