Uso da PM pelo PROCON do Governo da Bahia em fiscalização a postos de combustível de Feira de Santana é alvo de críticas do prefeito Colbert Martins Filho

Colbert Martins Filho, prefeito de Feira de Santana, critica uso da polícia em ações de fiscalização do comércio de combustíveis.

Colbert Martins Filho, prefeito de Feira de Santana, critica uso da polícia em ações de fiscalização do comércio de combustíveis.

Não contou com a participação do Procon da Prefeitura de Feira de Santana, uma fiscalização realizada na segunda-feira (12/08/2019), em postos de combustível desta cidade, pelo Procon do Governo do Estado. O esclarecimento está sendo feito pelo prefeito municipal, Colbert Martins Filho, que não concordou com o uso da Polícia Militar nesta ação. Segundo ele, o órgão local sequer foi comunicado que haveria a operação, muito menos solicitado a colaborar.

“Estamos solidários aos empresários do segmento de postos de combustível em Feira de Santana que se manifestaram indignados com a forma como esta operação foi concebida pelo Procon do Governo da Bahia”, afirmou o prefeito. Para o chefe do Executivo Municipal, a Polícia Militar foi utilizada de maneira equivocada pelo órgão estadual. “Absolutamente nada contra a PM, que foi convocada e cumpriu ordem. Mas o Governo do Estado não deveria ter ordenado essa ação tão ostensiva. A fiscalização a postos de gasolina é algo rotineiro e sempre ocorreu, nesta cidade, de forma pacífica”.

Em seu entendimento, ao usar a PM, o Procon do Governo do Estado expôs a constrangimento os empresários do setor. “É como se além de uma fiscalização de rotina, houvesse algo além disso e ainda alguma ameaça a este trabalho, o que não procede”, disse ele.

O ex-deputado federal e empresário do ramo, Fernando Torres, disse ao “Acorda Cidade” que a fiscalização é importante para garantir a qualidade do produto e valores justos, mas considera a presença de policiais desnecessária e prejudicial à imagem do estabelecimento. “O que aconteceu ontem no posto Piraí é um absurdo. Vários policiais com armas na pista do posto, parecendo que tinha um bandido lá”, comentou.

Também empresário da área, o dono de posto Raimundo Catarino disse ao site que reconhece a necessidade de combater possíveis adulterações no setor, mas reclamou da forma como a intervenção foi feita: “A pessoa passa para abastecer e o posto está interditado, com polícia pelo meio. Dá a entender que (a empresa) está sofrendo alguma punição”.

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