Três anos e quatro meses após, interceptação telefônica do ex-presidente Lula revela atualidade dos comentários

Em 2016, conversas interceptadas de Lula revelam que ex-presidente identificou, com precisão, conjunto de violações do esquema montado pelos membros da força-tarefa do Caso Lava Jato, em evidente conluio com o juiz federal encarregado dos processos em Curitiba.

Em 2016, conversas interceptadas de Lula revelam que ex-presidente identificou, com precisão, conjunto de violações do esquema montado pelos membros da força-tarefa do Caso Lava Jato, em evidente conluio com o juiz federal encarregado dos processos em Curitiba.

Veiculada em 18 de março de 2016, a reportagem do Jornal da Record, com título ‘Sérgio Moro libera mais escutas telefônicas do ex-presidente Lula’, revela trechos de diálogos dos ex-presidente do Brasil com membros do então Governo Rousseff.

Observa-se que as conversas telefônicas ganham maior relevo, três anos e quatro meses após terem sido gravadas, pela capacidade de apresentar uma síntese do poderoso esquema montando contra o ex-governante do país, com a atuação em conluio de agentes políticos e instituições nacionais, que se organizaram contra o progressismo social, direitos trabalhistas, autonomia da nação e a favor do extremismo de direita.

Os diálogos veiculados pela imprensa foram obtidos através da interceptação telemática no âmbito do Caso Lava Jato determinada pelo, à época, juiz da 13º Vara Federal de Curitiba Sérgio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro.

As conversas telefônicas demonstram a capacidade de análise de Luiz Inácio Lula da Silva identificar o real cenário de violações perpetrados pelos membros do Poder Judiciário e do Ministério Público Federal (MPF), cuja ilegal relação foi exposta a partir de 9 de junho de 2016, com o início da série de reportagens com o tema ‘As mensagens secretas da Lava Jato (#VazaJato ou Mensagens Vazadas)’, publicadas pelo The Intercept Brasil, em parceria com conjunto de outros veículos de comunicação.

Um Supremo acovardado, o uso do aparato estatal de forma ilegal para investiga-lo, uma base governista plasmada na inércia diante dos ataques aos direitos civis, a farsa das delações que omitiam a corrupção da direita e o comprometimento de Rodrigo Janot, à época, procurador-geral da República, foram alguns dos aspectos identificados por Lula, ao observar a forma corrupta com a qual agia a força-tarefa do Caso Lava Jato.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).