Procuradora da República que integrou força-tarefa do Caso Lava Jato pede desculpas sobre mensagens irônicas vazadas a respeito do ex-presidente Lula; Comportamento criminoso de membros do MPF é vexatório

Comportamento da procuradora da República Jerusa Burmann Viecili é pior do que o dos mais vil dos marginais, porque, sendo membro de um a instituição que deve zelar pelos direitos humanos ela apresentou comportamento verbal equivalente à de uma facínora, ao atacar o luto da família do ex-presidente Lula.

Comportamento da procuradora da República Jerusa Burmann Viecili é pior do que o dos mais vil dos marginais, porque, sendo membro de um a instituição que deve zelar pelos direitos humanos ela apresentou comportamento verbal equivalente à de uma facínora, ao atacar o luto da família do ex-presidente Lula.

A procuradora da República Jerusa Burmann Viecili, integrante da força-tarefa do Caso Lava Jato em Curitiba, pediu desculpas nesta terça-feira (27/08/2019) ao ex-presidente Lula após o site The Intercept, em parceria com o UOL, vazar trechos de uma conversa na qual Jerusa e outros procuradores ironizam a morte da ex-primeira dama Marisa Letícia e o pedido de Lula para ir ao velório da esposa.

“Errei. Minha consciência me leva a fazer o correto: pedir desculpas à pessoa diretamente afetada, o ex-presidente Lula”, postou Jerusa em seu Twitter. Após o pedido de desculpas, muitos internautas passaram a afirmar que o post da procuradora era, além da manifestação de arrependimento, um reconhecimento da veracidade das mensagens que vem sendo vazadas pelo The Intercept desde junho.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder da bancada do PT na Câmara, reconheceu a nobreza do gesto da procuradora mas ressaltou que “é ainda mais importante o reconhecimento da veracidade das mensagens da #VazaJato”. A colega de partido de Pimenta, Benedita da Silva, repostou o pedido de desculpas de Jerusa com a frase “a verdade sempre prevalece”.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), também se pronunciou. “Apenas uma procuradora pediu desculpas pelas absurdas ironias com mortes trágicas na família do ex-presidente Lula, levando esposa, irmão e neto”, comentou. “Espero que a reflexão noturna traga senso de humanidade aos agressores. Ainda há tempo”, concluiu.

Ao perceber a repercussão do post inicial no qual pedia desculpas pelas ironias, Jerusa publicou outros dois textos nos quais afirma que “os procuradores da Lava Jato nunca negaram que há mensagens verdadeiras, exatamente porque foram efetivamente hackeados. Contudo, não é possível saber exatamente o quanto está correto, porque é impossível recordar de detalhes de 1 milhão de mensagens em 5 anos intensos”. E continuou: “Lembrar de uma mensagem não autentica todo o conjunto. A existência de mensagens verdadeiras não afasta o fato de que as mensagens são fruto de crime e têm sido descontextualizadas ou deturpadas para fazer falsas acusações”.

Facínoras 

Comportamento da procuradora da República Jerusa Burmann Viecili é pior do que o dos mais vil dos marginais, porque, sendo membro do Ministério Público Federal, instituição que deve zelar pelos direitos humanos, ela apresentou comportamento verbal equivalente à de uma facínora, ao atacar o luto da família do ex-presidente Lula.

“Peço a Deus que ilumine essa gente”, diz Lula sobre diálogos da Lava Jato sobre a morte de seus familiares

“Foi com extrema indignação, com repulsa mesmo, que tomei conhecimento dos diálogos em que procuradores da Lava Jato referem-se de forma debochada e até desumana às perdas de entes queridos que sofri nos anos recentes: minha esposa Marisa, meu irmão Vavá e meu netinho Arthur.

Confesso que foi um dos mais tristes momentos que passei nessa prisão em que me colocaram injustamente. Foi como se tivesse vivido outra vez aqueles momentos de dor, só que misturados a um sentimento de vergonha pelo comportamento baixo a que algumas pessoas podem chegar.

Há muito tempo venho dizendo que fui condenado por causa do governo que fiz e não por ter cometido um crime sequer. Tenho claro que Moro, Deltan e os procuradores agiram com objetivo político, pois me condenaram sem culpa e sem prova, sabendo que eu era inocente.

Mas não imaginava que o ódio que nutriam contra mim, contra o meu partido e meus companheiros, chegasse a esse ponto: tratar seres humanos com tanto desprezo, como se não tivessem direito, no mínimo, ao respeito na hora da morte. Será que eles se consideram tão superiores que podem se colocar acima da humanidade, como se colocam acima da lei?

Peço a Deus que ilumine essa gente, que poupe suas almas de tanto ódio, rancor e soberba. Quanto aos crimes que cometeram contra minha família e contra o povo brasileiro, tenho fé que, deles, um dia a Justiça cuidará.

Luiz Inácio Lula da Silva”

*Com informações de Gabriel Wainer, do Broadcast de Política do Estadão.

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