Jair Bolsonaro agride dignidade do cargo de presidente ao dizer que “bandidos de esquerda” começam a voltar ao poder na Argentina; Patologia mental do débil governante parece não ter limites

Presidente Jair Bolsonaro insulta diariamente a dignidade do povo brasileiro.

Presidente Jair Bolsonaro insulta diariamente a dignidade do povo brasileiro.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (14/08/2019) que “bandidos de esquerda” começam a voltar ao poder na Argentina, em referência ao resultado das primárias presidenciais no país vizinho, em que o presidente Mauricio Macri, aliado de Bolsonaro, foi derrotado por ampla margem por Alberto Fernández, que tem como candidata a vice a ex-presidente Cristina Kirchner.

“Olha o que está acontecendo com a Argentina agora. A Argentina está mergulhando no caos. A Argentina começa a trilhar o rumo da Venezuela, porque, nas primárias, bandidos de esquerda começaram a voltar ao poder”, disse o presidente em Parnaíba, no Piauí, onde participava de cerimônia alusiva a um projeto de irrigação.

O comportamento de Jair Bolsonaro evidencia elevado grau de demência mental, culminado com falta de decoro do cargo de presidente. No contexto, o discurso e ação do extremista de direita estão em sitônia com o decadente desgoverno que conduz no Brasil.

População da Argentina rejeita Governo de Direita

A eleição presidencial na Argentina está marcada para outubro, mas as primárias, realizadas no domingo, são apontadas como uma prévia do que deve ocorrer na eleição geral e a vantagem obtida pela coalizão de Fernández sobre a de Macri indica amplo favoritismo da oposição no pleito.

À noite, em Brasília, Bolsonaro voltou ao tema apontando que “os números da economia mostraram que a Argentina se aproximou muito da Venezuela” diante da possibilidade de vitória da chapa Fernández-Cristina, numa possível alusão à reação dos mercados financeiros argentinos às primárias. E procurou afastar a ideia de intromissão.

“Nós não nos intrometemos nas questões externas, mas sabemos no que vai dar, espero que a população argentina acorde para isso”, disse o presidente a jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada.

“Os números da economia vão mostrar que essa opção de fazer voltar ao poder um grupo que colocou a Argentina nessa situação complicada lá no passado não é solução”, acrescentou.

Comunistas

Em seu discurso, transmitido ao vivo em uma rede social, Bolsonaro também disparou uma série de ataques ao PT, à esquerda e aos comunistas.

Ele disse que, nas próximas eleições, a “turma vermelha” será varrida do Brasil e voltou a acusar governadores da Região Nordeste —amplamente governada pela oposição a Bolsonaro— de buscarem dividir o país.

“Quando a gente vê agora pelo Brasil alguns governadores querendo separar o Nordeste do Brasil, esses cabras estão no caminho errado. O caminho do Brasil é um só: um só povo, uma só raça, uma só bandeira verde e amarela”, disse o presidente, ao lado do prefeito de Parnaíba, o ex-senador Mão Santa, a uma plateia de apoiadores que o aclamava como “mito”.

“O Mão Santa me disse agora há pouco, que nós vamos acabar com o cocô no Brasil. O cocô é essa raça de corrupto e comunista, Nas próximas eleições, nós vamos varrer essa turma vermelha do Brasil. Já que na Venezuela está bom, vamos mandar essa cambada para lá. Quem quiser um pouquinho mais para o norte, vai até Cuba.”

A declaração de Bolsonaro é uma referência a um de seus mais recentes comentários controversos quando, ao responder à pergunta de um repórter sobre se é possível crescer preservando o meio ambiente, recomendou que o jornalista comesse menos e evacuasse uma vez a cada dois dias.

Bolsonaro também afirmou que “apesar de a petralhada ter roubado quase tudo no Brasil”, recorrendo a uma forma depreciativa de se referir aos petistas, seu governo tem se esforçado para entregar obras, como o projeto de irrigação.

“Nós juntos vamos varrer a corrupção e o comunismo do Brasil”, afirmou.

Ele também disse que o setor de fruticultura de Parnaíba irá se beneficiar do recente acordo de livre comércio firmado entre Mercosul e União Europeia, que ainda precisa ser ratificado pelos países dos dois blocos.

*Com informações de Eduardo Simões, da Agência Reuters.

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