Ex-deputada Manuela D’Ávila entrega celular à PF; Por que os apontados como membros da ORCRIM do MPF não fizeram o mesmo?

Manuela D'Ávila entrega celular para a PF e pergunta o porquê ninguém fez o mesmo. A situação é tão vexatória que mesmo envolvido em evidentes crimes, os procuradores da República e os membros do judiciário não são investigados e não tiveram o sigilo telemático quebrado, com a finalidade de comprovar materialmente as violações que praticaram.

Manuela D’Ávila entrega celular para a PF e pergunta o porquê ninguém fez o mesmo. A situação é tão vexatória que mesmo envolvido em evidentes crimes, os procuradores da República e os membros do judiciário não são investigados e não tiveram o sigilo telemático quebrado, com a finalidade de comprovar materialmente as violações que praticaram.

A ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) prestou depoimento na quarta-feira (28/08/2019) à Polícia Federal de Brasília e entregou seu celular para a perícia da instituição no âmbito do inquérito que apura a invasão hacker aos celulares do ministro da Justiça, Sergio Moro, do coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, e de outras autoridades.

Conforme amplamente noticiado, Walter Delgatti Netto, o “Vermelho”, que ficou conhecido como o “hacker de Araraquara”, foi preso e confessou ter invadido o celular de autoridades e vazado as conversas para o site The Intercept Brasil, que vem divulgando os diálogos através da série Vaza Jato. Manuela D’Ávila também teve o celular invadido e manteve contato com o hacker sem saber sua identidade. Ela se limitou a intermediar o contato entre Delgatti e o jornalista Glenn Greenwald, responsável pelo site The Intercept Brasil.

Há algumas semanas, Manuela já havia enviado prints das conversas que teve com o hacker à PF, mas agora deixou seu celular à disposição dos investigadores para que a veracidade das informações que passou seja confirmada. Ela prestou depoimento em condição de vítima, já que também teve o celular invadido, mas fez questão de entregar o celular para que se sane qualquer dúvida com relação à autenticidade das mensagens vazadas pelo hacker.

“Fiz isso de forma voluntária, fiz isso na condição de vítima, mas fiz isso também para contribuir para que esse caso seja esclarecido. O que há de mais importante são os crimes cometidos pelas autoridades do Estado brasileiro. Esses crimes que devem nos preocupar”, disse em vídeo compartilhado em suas redes sociais.

Em outra postagem, a ex-deputada desafiou as autoridades hackeadas e que negam o conteúdo das mensagens vazadas a também entregarem seus celulares, o que até agora não foi feito. “Ontem entreguei,voluntariamente, meu celular para a PF. Eu já havia entregue os prints de todas as conversas. Ontem entreguei as informações do telefone p q fique comprovado a veracidade das informações que prestei voluntariamente em meu depoimento. Pq ninguém mais entregou o celular?”, postou Manuela no Twitter.

Nem russo e nem petista

Nesta quinta-feira (29), em entrevista à Folha de S. Paulo, Walter Delgatti Neto, o hacker de Araraquara, que está preso, confirmou a apuração feita pela Fórum no mês passado afastando a possibilidade de que ele tinha qualquer vínculo político ou ímpeto de ajudar algum partido quando decidiu hackear as autoridades e vazar as mensagens.

“Vale ressaltar, mais uma vez, que nunca procurei nenhum integrante do PT e tampouco tive a intenção de vender o material. Alguém pretende provar o contrário?”, disparou Delgatti.

ORCRIM da força-tarefa do Caso Lava Jato

Observa-se que, de maneira precisa, o ministro do STF Gilmar Mendes definiu os procuradores da força-tarefa do Caso Lava Jato como membros de uma sofisticada Organização Criminosa (ORCRIM) que age partidariamente, em busca de riqueza e poder pessoal.

Observa-se, também, que o ministro do STF Edson Fachin falhou ao não realizar o controle de constitucionalidade, além de ter sido conivente com atos criminosos ocorridos no âmbito das ações dos procuradores da República que atuaram, em evidente conluio com magistrados, no processamento e julgamento de ações do Caso Lava Jato que tramitavam na 13º Vara Criminal Federal de Curitiba, cujo juiz titular era Sérgio Moro, atual ministro da Segurança Pública do Governo Bolsonaro.

Destaca-se que Edson Fachin foi alertado pela imprensa, juristas nacionais e internacionais e nos processos judiciais do Caso Lava Jato, através de petições de advogados sobre a escalada criminosa praticada pelos membros do Ministério Público Federa, em evidente conluio com membros do conluio com membros do Poder Judiciário, cujos fatos foram expostos com a publicação da série de reportagens ‘As mensagens secretas da Lava Jato (#VazaJato ou Mensagens Vazadas)’, através do The Intercept Brasil, Jornal Folha de S. Paulo e outros veículos de comunicação.

No contexto, pode-se inferir que o ministro Edson Fachin não será absolvido pela história, porque os erros cometidos expuseram o Sistema Judicial do Brasil a mais severa crise da história, corrompendo, por fim, a própria ideia da República, manifesta nos fundamentos garantistas da Constituição Federal de 1998.

A situação é tão vexatória que mesmo envolvido em evidentes crimes, os procuradores da República e os membros do judiciários não são investigados e não tiveram o sigilo telemático quebrado, com a finalidade de comprovar materialmente as violações que praticaram.

*Com informações de Ivan Longo, da Revista Fórum.

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