Orçamento da União terá novo corte de R$ 2,5 bilhões; Presidente Jair Bolsonaro comemora 200 dias de retrocesso socioeconômico

Presidente Jair Bolsonaro comemora 200 dias de retrocesso socioeconômico. Política liberal de extrema-direita promove desastre social e regressão econômica do Brasil. Solenidade ocorreu no Palácio do Planalto, na quinta-feira (18/07/2019).

Presidente Jair Bolsonaro comemora 200 dias de retrocesso socioeconômico. Política liberal de extrema-direita promove desastre social e regressão econômica do Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que o Orçamento deste ano deve sofrer novo corte de 2,5 bilhões de reais, a ser anunciado na segunda-feira (21/07/2019), data de divulgação do próximo relatório bimestral de receitas e despesas, informou o UOL.

“Queremos evitar que o governo pare, dado que o nosso Orçamento é completamente comprometido. Deve ter um novo corte agora. O que deve acontecer é um novo corte de 2,5 bilhões. Uma merreca. Concorda que é uma merreca perto de um orçamento trilionário nosso? É pouca coisa”, afirmou ele a repórteres na portaria da residência oficial, segundo o site.

Na quinta-feira, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, havia informado que um novo contingenciamento nas despesas não estava previsto, mas ponderou que as equipes do governo ainda estavam trabalhando na questão.

Em março, o governo já havia anunciado um contingenciamento de quase 30 bilhões de reais para assegurar o cumprimento da meta de déficit primário deste ano, de 139 bilhões de reais para o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência).

Em maio, o governo optou por queimar boa parte da sua reserva de emergência, diminuindo-a de 5,373 bilhões para 1,562 bilhão de reais, para não recorrer novamente ao expediente de congelamento de gastos, em meio à forte restrição já experimentada pelas pastas na Esplanada.

Presidente da Câmara dos Deputados reconhece regressão socioeconômica do Desgoverno Bolsonaro

Após liderar a vitória em primeiro turno com a reforma da Previdência, o presidente da Câmara dos Deputados disse ao El País, nesta quinta-feira (18/07/2019), que “todos precisam ajudar a resolver esse colapso social em que o Brasil entrou há alguns meses”. A declaração é observada como uma severa crítica ao Desgoverno Bolsonaro.

— O presidente [Jair Bolsonaro] teve apoio de movimentos mais radicais nas eleições, mas esses movimentos antidemocracia, contra o Supremo e contra o Congresso, atrapalham o próprio Governo porque os investidores sempre estarão olhando a democracia como um ativo fundamental para investir no longo prazo. É algo que eu digo sempre: “Cuidado para que não deixemos que esse ambiente [que pede] feche o Congresso, feche o Supremo pareça para a sociedade ou, para investidores de longo prazo, que tenha um patrocínio de alguma pessoa mais próxima do presidente”. Não adianta ter reforma se as pessoas enxergarem o Brasil com risco de se caminhar para ser uma Venezuela ou algo similar.

*Com informações do El País e de Marcela Ayres, da Agência Reuters.

Publicidade

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Faça uma doação ao JGB

Perfil do Autor

Redação
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]