Língua Brasileira de Sinais é tema de formação para intérpretes que atuam em escolas da rede municipal de Feira de Santana

O encontro formativo ocorreu no auditório da Secretaria Municipal de Saúde.

O encontro formativo ocorreu no auditório da Secretaria Municipal de Saúde.

Aproximadamente 70 milhões de surdos em todo o mundo usam a língua de sinais como a primeira língua ou como língua materna. Cada país tem seu idioma em sinais. No Brasil, é a Língua Brasileira de Sinais, que foi tema de formação para os intérpretes que atuam nas Salas de Recursos Multifuncionais, membros do InterEduc e coordenadores pedagógicos de escolas municipais com estudantes com surdez.

A Rede Municipal de Educação conta com 22 intérpretes de Libras e 32 estudantes com deficiência auditiva e surdez. O encontro formativo aconteceu na última quarta-feira, no auditório da Secretaria Municipal de Saúde, durante todo o dia.

“Libras em foco: aspectos legais e implicações para o trabalho do intérprete” foi o tema principal do encontro. O objetivo da formação promovida pelo Governo do prefeito Colbert Martins Filho é fortalecer o diálogo entre os diferentes profissionais que atuam em ambientes escolares onde são atendidos os estudantes que se comunicam através da Língua Brasileira de Sinais.

“Estes estudantes com surdez têm na Libras o seu primeiro idioma, é com ela que a escola desenvolverá a aprendizagem e todos precisam estar constantemente dialogando sobre os desafios que os intérpretes podem enfrentar em sala de aula”, argumenta a professora Rosemeire da Silva Oliveira, chefe da Divisão de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação.

Durante a formação foram discutidas as temáticas: educação de surdos; quem é o estudante surdo? Direitos, acessibilidade e legislação; o papel do intérprete na escola; o atendimento educacional especializado para estudantes surdos; o trabalho do InterEduc com estudantes surdos; foram também compartilhados relatos e experiências.

Para Carlos Messias Alves de Jesus, intérprete de Libras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que palestrou no evento, um dos principais desafios encontrados é lidar com as questões pedagógicas. “Muitos intérpretes são provenientes de instituições religiosas e, pela demanda, acabam na área de educação. Nesta transição, se deparam com o contexto pedagógico, do qual nem sempre tiveram formação anterior. Neste processo é importante fazer adequações para que lidem com esta realidade”, explicou.

“O intérprete é o responsável por transmitir todo o conteúdo que o professor ensina em sala de aula e, para que esse trabalho seja cada vez mais bem feito, precisamos entrar em consenso com os profissionais que trabalhamos e até mesmo com a família que faz o acompanhamento em casa”, afirma Noelma Almeida de Oliveira, que atua como intérprete de Libras na Escola Municipal Antonio Carlos Pinto de Almeida e no Centro Municipal de Educação Infantil Professor Manoel de Christo Planzo.

Publicidade

Publicidade

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Faça uma doação ao JGB

Perfil do Autor

Redação
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]

Notice: Undefined variable: mh_newsdesk_options in /home/jornalgr/public_html/wp-content/themes/mh_newsdesk/comments.php on line 2