“Estou aqui para cumprir missão de Deus”, diz presidente Jair Bolsonaro; Adolf Hitler também anunciava que era enviado de Deus, mas não passava de um anticristo

Presidente Jair Bolsonaro usa religião neopentecostal como forma de proselitismo político.

Presidente Jair Bolsonaro usa religião neopentecostal como forma de proselitismo político.

Em café da manhã com jornalistas estrangeiros em Brasília, Jair Bolsonaro ataca antecessores e denuncia “fake news”. A correspondente do jornal Le Monde analisa a postura do presidente brasileiro, na edição deste sábado (20/07/2019).

“Geralmente na defensiva, às vezes ameaçador, chamando antecessores de corruptos ou traidores da Pátria, criticando as ‘fake news’ e as mentiras, segundo ele, veiculadas pela mídia” – assim a correspondente Claire Gatinois descreve o comportamento de Bolsonaro, em reunião com a imprensa estrangeira, no palácio do Planalto, na sexta-feira (19/07/2019).

Le Monde explica aos leitores franceses que Bolsonaro está à frente de “um Brasil imerso há quatro anos em uma crise econômica sem precedentes, fustigado pelo desemprego em massa (13 milhões de pessoas sem trabalho) e castigado pelo retorno da miséria”. Mas ele garante: “ninguém morre de fome no Brasil, são mentiras”.

Apesar da perplexidade que paira na sala, ele insiste: “As coisas não vão bem, mas aqui não se vê gente, mesmo os mais pobres, esqueléticos como no resto do mundo”.

Ungido de Deus

“Jair Bolsonaro se vê como investido de uma missão sagrada e pensa que o Brasil, graças a ele, está a caminho da prosperidade”, diz Le Monde, retomando a frase em que ele diz que, se Deus quiser, o país será governado para sempre por líderes como ele próprio e não mais por presidentes como Fernando Henrique Cardoso, Lula ou Dilma.

“A Amazônia é do Brasil, não de vocês!”, fala o presidente brasileiro sobre a questão ambiental. A respeito dos relatórios do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que demonstram estatísticas cada vez mais alarmantes sobre o desmatamento, Bolsonaro diz suspeitar que o presidente do INPE trabalhe para uma “ONG” e que vai convocá-lo.

Para ele, as imagens de satélite são mentirosas. Bolsonaro e primeiro escalão estão convencidos de que o interesse internacional se deve às riquezas da floresta. “Não somos ingênuos”, diz o general Augusto Heleno. A respeito da questão indígena, o presidente diz que as comunidades vivem como na pré-história. Enquanto isso, lembra Le Monde, lideranças indígenas buscam apoio na Europa.

O mal no poder

O Brasil atravessa esse momento de desinteligência nacional. Contribui, de sobremaneira, ter um presidente da República que apresenta grave limitação cognitiva, ética e moral. Governante que insulta o povo brasileiro e a dignidade do cargo, agindo, de forma recorrente, como pessoa abjeta.

Soma-se ao perfil desqualificado de Jair Bolsonaro, o fato dele misturar política, religião e Estado. Neste aspecto, sempre que aparece ao lado de movimentos neopentecostais, surge a lembrança de Adolf Hitler, outro político que ascendeu ao poder na Alemanha Nazista, entre 1930 e 1940, e cuja nefasta ação revelou a face de um anticristo.

Não obstante, sabe, qualquer cristão, que Deus ensinou a amar a natureza, preservar a vida humana e promover a irmandade e a solidariedade. Todavia, seja justamente o contrário do que faz Jair Bolsonaro, ao envenenar o meio ambiente e os alimentos com agrotóxicos cancerígenos, retirar direitos sociais dos menos favorecidos, misturar a divindade de Deus com as ações infames que pratica e a promover a destruição da vida humana com a política do armamento.

Quem é um bom cristão sabe reconhecer a face do mal, porque ela corrompe todos os que estão no entorno e atrai os bons com falsas promessas. Desta forma, sempre que ver Jair Bolsonaro em um templo religioso, ou ao lado de pessoas religiosas, lembre-se que o mal persiste porque os bons silenciam.

*Com informações da RFI.

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