Em meio a polêmica da expulsão do deputado Aécio Neves, ex-presidente FHC critica ‘oportunismo’ de João Dória e diz que ele ‘joga filiados às feras’

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC, PSDB-SP)) e o deputado Aécio Neves (PSDB-SP). Governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que se livrar de Aécio Neves enquanto ele é julgado por corrupção no Caso Lava Jato.

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC, PSDB-SP)) e o deputado Aécio Neves (PSDB-SP). Governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que se livrar de Aécio Neves enquanto ele é julgado por corrupção no Caso Lava Jato.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi ao Twitter criticar o “oportunismo sem grandeza” de quem defende a expulsão de correligionários sem que sejam cumpridos os trâmites internos do partido e ainda não condenados pela Justiça. A publicação de FHC acontece no contexto da disputa interna pela expulsão do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), capitaneada pela ala paulista do partido.

No tuíte, FHC não citou nominalmente Aécio, mas mencionou um filiado, ex-presidente da sigla, que estaria sendo “jogado às feras” por alguns tucanos.

“O PSDB tem um estatuto e uma comissão de ética. Há que respeita-los. Jogar filiados às feras, principalmente quem dele foi presidente, sem esperar decisão da Justiça, é oportunismo sem grandeza. Não redime erros cometidos nem devolve confiança”, escreveu o ex-presidente da República.

Hoje deputado federal, Aécio já foi governador de Minas Gerais e também senador pelo mesmo Estado. Em 2014, disputou a eleição presidencial pelo PSDB e chegou ao segundo turno, perdendo por margem apertada para a ex-presidente Dilma Rousseff, do PT.

Na quarta-feira (10/07/2019), o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), defendeu publicamente a expulsão de Aécio do partido. “Recentemente, o diretório municipal daqui da capital também enviou ofício à direção nacional do partido solicitando que fosse aberto um processo dentro do conselho de ética do PSDB”, disse Covas, que ainda avisou que o PSDB teria que escolher entre a sua permanência ou a de Aécio no partido.

Antes disso, o governador de São Paulo, João Doria, disse na terça-feira (09), que Aécio deveria sair espontaneamente do partido, evitando a necessidade de uma expulsão. Ontem, segundo informou a colunista Sonia Racy, o PSDB de São Bernardo do Campo também pediu formalmente a saída de Aécio do partido.

A pressão sobre Aécio aumentou na sexta-feira, 5, quando a Justiça Federal de São Paulo o tornou réu. O deputado é acusado de receber propina de R$ 2 milhões e de tentar obstruir investigações da operação Lava Jato.

*Com informações de Gregory Prudenciano, do Broadcast de Política do Estadão.

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