Criminosos confessos João Santana e Mônica Moura prestam depoimento à CPI do BNDES da Câmara dos Deputados

Criminosa confessa, publicitária Mônica Moura prestou depoimento à CPI do BNDES na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (09/07/2019).

Criminosa confessa, publicitária Mônica Moura prestou depoimento à CPI do BNDES na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (09/07/2019).

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ouviu nesta terça-feira (09/07/2019) o depoimento dos criminosos confessos João Santana, publicitário e Mônica Moura, jornalistas. Eles confirmaram a prática recorrente de crime de caixa dois nas campanhas eleitorais e firmaram acordo de delação com a Justiça Federal, no âmbito do Caso Lava Jato.

O autor do requerimento para convocar os publicitários, deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), lembra que os dois atuaram em campanhas eleitorais em diversos países e, por sua participação em esquema criminoso investigado pela Operação Lava-Jato, já foram condenados por lavagem de dinheiro.

“Quando se analisam as operações investigadas por esta CPI, salta aos olhos a grande interrelação entre a lista de países que firmaram contratos com o BNDES e a lista daqueles onde o casal João Santana e Mônica Moura atuou em campanhas presidenciais”, ressalta o parlamentar.

Bertaiolli cita Angola, Venezuela e Costa Rica como exemplos de países que receberam financiamentos do banco estatal brasileiro e em que campanhas eleitorais que tiveram a participação dos dois publicitários. “É imperioso entender se essas campanhas com pagamento via caixa dois pela Odebrecht estavam também relacionadas direta ou indiretamente com os recursos pertinentes aos financiamentos concedidos pelo BNDES”, resume.

A CPI investiga supostas irregularidades cometidas pelo BNDES no período de janeiro de 2003 a 2015.

Seletividade na deleção

O publicitário João Santana, ex-marqueteiro de campanhas de Lula e Dilma, afirmou que realizou uma delação premiada contra sua vontade pessoal e apontou seletividade nas investigações da Lava Jato ao apenas incriminá-lo, quando a prática de Caixa 2 eleitoral era praticada por todos os candidatos e partidos.

Em resposta à pergunta do deputado Jorge Solla (PT-BA), membro da CPI, sobre a seletividade e a dura pena de 15 anos de prisão para forçar sua delação, o publicitário respondeu: “Esse último detalhe eu não posso dizer que foi dessa forma. Agora fui o único, e me surpreendeu. O porquê eu não sei. Posso deduzir. Eu acho que houve uma casualidade, uma seletividade. Acho que fui vítima da exposição minha, de ter feito tantas campanhas ligado ao Partido dos Trabalhadores”, disse.

Santana comentou sobre as pressões que teria recebido para colaborar com os investigadores, em troca da redução de pena. “De forma explícita, em nenhum momento. Meus advogados acompanharam. Nenhum momento foi dito isso, ‘olha, você vai ter que falar…’, mas a circunstância toda que se vivia, realmente eu fiz uma coisa que não queria, colaborar de forma nenhuma”, afirmou. “A única argumentação mais forte que eu recebi é que eu auto me incriminasse na questão da corrupção, aí seria um absurdo.”

Ele ainda lembrou que a própria delação da Odebrecht revelou pagamento via Caixa 2 para a campanha do adversário de Hugo Chavez na campanha de 2012, o candidato Henrique Capriles, que também teve um publicitário brasileiro no comando. “Fizeram, todos fizeram [Caixa 2].”.

*Com informações da Agência Câmara e da Revista Fórum.

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