CCJ recebe jornalista Glenn Greenwald para falar sobre conluio entre Sergio Moro e membros do MPF no processamento e julgamentos de ações do Caso Lava Jato

Jornalista Glenn Greenwald esteve na Câmara dos Deputados e revelou relação de conluio entre o, à época, juiz Sergio Moro e procuradores Republica, que atuam na força-tarefa do Caso da Lava Jato. Ele disse que, desde então, sofre ataques e ameaças de pessoas aparentemente ligadas aos denunciados.

Jornalista Glenn Greenwald esteve na Câmara dos Deputados e revelou relação de conluio entre o, à época, juiz Sergio Moro e procuradores Republica, que atuam na força-tarefa do Caso da Lava Jato. Ele disse que, desde então, sofre ataques e ameaças de pessoas aparentemente ligadas aos denunciados.

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) vai receber nesta quinta-feira (11/07/2019) o jornalista Glenn Greenwald, responsável pelo site The Intercept Brasil, para falar sobre os vazamentos de supostas conversas entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato.

O convite ao jornalista partiu do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sob alegação de que o conteúdo revelado “traz enorme preocupação no que diz respeito a uma possível interferência em processos, na contramão do princípio da imparcialidade, que deve balizar a conduta de membro do Ministério Público e do Poder Judiciário”.

Segundo Randolfe, o jornalista vem sofrendo publicamente ataques de setores do governo, inclusive de Sergio Moro, que vem questionando a veracidade dos diálogos.

“Logo, a presença do autor dessas impactantes reportagens  a esta comissão é fundamental para o esclarecimento de um assunto que vem trazendo enorme repercussão no país. É a oportunidade para que ele traga as explicações que considera necessárias à sociedade brasileira”, alegou Randolfe em seu requerimento.

Desde 9 de junho, as reportagens assinadas por Glenn Greenwald no site Intercept e em outros meios de comunicação têm mostrado supostas trocas de mensagens pelo aplicativo Telegram entre Moro e procuradores, colocando em dúvida a necessária imparcialidade na condução dos processos judiciais, já que o então juiz aparece orientando os acusadores nos processos referentes à Lava Jato.

Glenn Greenwald já esteve na Câmara dos Deputados, onde defendeu a liberdade de imprensa e a transparência e reafirmou a autenticidade das conversas vazadas. O jornalista afirmou que o site está enfrentando pessoas poderosas do país, o que resultou em ameaças contra a sua vida e a de sua família.

A audiência da CCj nesta quinta-feira está marcada para 10 horas, no Plenário 3 do Senado.

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