Sérgio Moro discutiu cargo em Governo Bolsonaro com membros da força-tarefa do Caso Lava Jato, diz jornalista Glenn Greenwald

Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro.

Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro. OAB recomendou que se afastasse da função para que uma investigação apure possível conduta ilícita.

O jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept, afirmou nesta segunda-feira (10/06/2019) que há mais material para ser publicado sobre a atuação de Sergio Moro na Operação Lava Jato.

No domingo, reportagem publicada por Greenwald e outros jornalistas mostrou Moro e membros da força-tarefa da Lava Jato articulando estratégias e conversando sobre como barrar uma entrevista do ex-presidente Lula. A publicação colocou em xeque a operação anti-corrupção e segue repercutindo em Brasília.

“Temos conversas que ainda não reportamos sobre o Moro estar pensando na possibilidade de aceitar uma oferta do Bolsonaro, caso ele ganhasse. Isso foi antes da eleição, acho que depois do primeiro turno”, afirmou Greenwald ao UOL.

Ainda de acordo com o jornalista, membros da Lava Jato afirmaram que Moro assumir um cargo no governo Bolsonaro iria judicar a reputação da operação.

“Moro era um chefe da força-tarefa, que criou estratégias para botar Lula e outras pessoas na prisão, se comportando quase como um procurador, não como juiz”, analisa Greenwald.

Conhecido mundialmente por sua participação na divulgação de arquivos secretos dos Estados Unidos obtidos por Edward Snowden, Greenwald diz que o arquivo de agora é maior do que o de Snowden.

O caso

Com o título ‘As mensagens secretas da Lava Jato’, o site ‘The Intercept’ publicou série de quatro reportagens neste domingo (09/06/2019) que mostram que o ex-juiz federal e hoje ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro, Sergio Moro, trocou mensagens com o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Caso Lava Jato e com outros membros do Ministério Público Federal (MPF), dando orientações sobre as investigações. As reportagens tem por base a troca de mensagens realizadas através do aplicativo Telegram e compreendem o período de 2015 a 2018. A fonte das informações foi mantida em sigilo.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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