Feira de Santana em história: A pujança do futebol feirense profissional e amador há 59 anos | Por Adilson Simas

O Fluminense além de obter um honroso terceiro lugar na divisão de profissionais do futebol baiano terminou a temporada como campeão baiano na categoria de aspirantes.

O Fluminense além de obter um honroso terceiro lugar na divisão de profissionais do futebol baiano terminou a temporada como campeão baiano na categoria de aspirantes.

Última semana de maio de 1960

Diferente dos dias atuais, com o certame da Liga Feirense praticamente enterrado e o bravo touro do sertão de há muito transformado em vaca magra, vamos lembrar a última semana de 1960, portanto há 59 anos, começando com o futebol.

O Fluminense, na época presidido por Joselito Julião Dias, o conhecido Jucadias, que naquele ano também foi o presidente da Micareta, além de obter um honroso terceiro lugar na divisão de profissionais do futebol baiano, terminou a temporada como campeão baiano na categoria de aspirantes.

Afora os jogos oficiais, no mês de maio o clube realizou dois amistosos no velho estádio Almachio Boaventura; Goleou o Galícia –  6 a 0 e aplicou 2 a 0 no Ipiranga.

A propósito, no encerramento do ano esportivo, o Fluminense exibiu os seguintes números impossíveis nos dias de hoje: realizou 32 jogos entre oficiais e amistosos. Obteve 16 vitórias, 9 empates e amargou apenas 7 derrotas. Marcou 43 gols e sofreu 27.

Também rico, em 1960, foi o campeonato de amadores promovido pela Liga Feirense de Desportos. Além da disputa entre os times titulares, também no amadorismo acontecia o confronto dos aspirantes do mesmo clube. Os antigos se recordam que o time de aspirantes era formado basicamente por jogadores que independente da idade, buscavam um lugar no time titular.

Os jornais da época registram que o Mecânico dirigido pelo técnico Colbert Martins conquistou na tarde de domingo, 23 de maio, o tetra campeonato feirense de futebol aspirantes do ano anterior, ao vencer o Vasco da Gama pelo placar de 2 a 1 em jogo apitado pelo arbitro José Santos.

Lembramos, para os saudosistas, a escalação das duas equipes: O Mecânico com Geraldo, Dadá e Agenor; Reginaldo, Isaac e Val; Tote, Tonho, Duca, Branco e Molequinho e o Vasco com Pitel, Louro e Santinho; Washington, Rodrigues e Jacob; Tonho, Walquir, Denílson, Carlito e Caverinha.

Naquele mesmo dia, de folga da tabela, o time do Flamengo fez jogo amistoso contra o São Paulo, que ainda não participava do certame amador oficial. O Flamengo venceu pelo placar de 2 a 1, com gols de Targino e Betinho. O jogo foi realizado no campo dos casados e eis as escalações:

Flamengo – nem (depois Lessa), Vavá e Nelson; Dario, Raul e Zé Negro; Gerson Targino, Tonho, Betinho e Augusto; São Paulo; Paixão (depois Leopoldo), Agnaldo e Castro Alves; Jorge, Jozino e Sandoval; Bueiro, Fernandinho, Estrangeiro, Vermelhinho e Messias.

Em maio de 1960, há 59 anos, já existia em Feira de Santana o futebol feminino, uma idéia avançada concebida pelo radialista Joel Magno.

Naquele domingo, de Mecânico e Vasco da Gama no Estádio Almachio Boaventura e Flamengo e São Paulo no campo dos casados, o Bahia Feminino de Joel Magno fez exibição para os desportistas de Conceição de Feira.

As meninas comandadas pelo decano homem de rádio enfrentaram o time de juvenis do próprio Bahia, formado por meninos estudantes da cidade. As meninas, para delírio do público que encheu o campo da vizinha cidade, ganharam pelo placar de 4 a 2 e novamente para os saudosistas aqui estão as atletas que vestiram a camisa do Bicho Papão:

Lurdinha, Glorinha, Zumira e Regina; Nicinha (depois Rosinha) e Selenita; Alzirinha (Maria Edilia), Miracy, Elionor, Denise e Wanda (Waldecy).

Mudando de assunto, lembramos que nos meios estudantis a principal noticiai foi a eleição da nova diretoria do Grêmio Cultural Dival Pitombo, da Escola Normal de Feira de Santana, que ficou assim constituída:

Iara Cunha (presidente), Miriam Lima Silva (vice), Zilah Porto (secretária geral), Walberico Veiga (1º secretário), Cleide Barros (2º secretário), Silvio Pedra Cruz (tesoureiro), Noemia Miranda (secretária cultura), Marisa Assis (imprensa), Julieta Araújo (intercambio), Maria José Mamona (esportes), Denise Boaventura (artes), Liege Portugal (social), Fabiola Vital (beneficente), Waldênia Jatobá (feminina) e Wilma Lira (bibliotecária).

Na área social, destaque para a posse da nova diretoria da Sociedade Filarmônica 25 de Março que passou a ter a seguinte constituição: Ildes Meireles (presidente), Edward de Sena Assis (vice), Orlando Navarro Bahia (1º secretário), Claudemiro Campos (2º secretário),  Rubem Borges Cerqueira (tesoureiro), Aloísio da Silva Nunes (arquivista), Romário Teixeira Braga (procurador)  e Luiz Carneiro e José Ferreira (oradores).

Na área de saúde o grande fato teve origem na Santa Casa de Misericórdia, mais precisamente no Hospital Dom Pedro de Alcântara. Em nome dos médicos que atuavam no hospital recebendo 3 mil e 500 cruzeiros por mês, vários irmãos da Santa Casa assinaram um documento solicitando uma reunião de assembléia geral.

Na pauta, cobrar explicações sobre a contratação de um médico para o cargo de diretor que ainda não existia na estrutura do órgão, recebendo um gordo salário de 8 mil cruzeiros. Para os saudosistas, lembramos que o documento dos irmãos foi entregue ao vice provedor Geraldo Leite, uma vez que o provedor Augusto Matias, responsável pelo ato, se encontrava na capital de São Paulo.

Na área política os jornais destacaram uma indicação do vereador Antonio Manuel de Araújo, líder da bancada do PSD, que fazia oposição ao governo municipal, pedindo ao prefeito Arnold Silva a organização do Serviço de Engenharia do Município que seria denominado Diretoria de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo da Prefeitura. Além do autor, a indicação teve ainda as assinaturas dos vereadores Theódulo Bastos Junior, Colbert Martins e Oscar Marques, todos do PSD.

Na área administrativa, a coluna Vida Legislativa destaca as seguintes matérias votadas e aprovadas na Câmara de Vereadores nas últimas sessões de maio: Moção pela passagem de mais um aniversário natalício do cel. Servilho Carneiro, ex-vereador e líder político de Bom Despacho, hoje Jaguara; Projeto dando a uma das ruas da cidade, o nome do saudoso Juventino Pitombo; Requerimento pedindo reparos nas estradas que dão acesso ao distrito de São José, principalmente a Estrada do Meio, hoje conhecida como Estrada do Besouro e por último melhoramento na Rua Professor Honorato Bonfim.

*Adilson Simas, jornalista, atua em Feira de Santana.

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