Atos persecutórios do Governo Bolsonaro levam a afastamento do jornalista Paulo Henrique Amorim e do comentarista Marco Antonio Villa

Jair Bolsonaro (PSL-RJ), presidente da República, adota discurso persecutório contra jornalistas que apresentam crítica ao desgoverno que conduz.

Jair Bolsonaro (PSL-RJ), presidente da República, adota discurso persecutório contra jornalistas que apresentam crítica ao desgoverno que conduz.

O jornalista e apresentador Paulo Henrique Amorim (77 anos) não faz mais parte do programa Domingo Espetacular, veiculado pela TV Record. A emissora confirmou o desligamento do jornalista e informa que Patrícia Costa e Eduardo Ribeiro assumem como âncoras do programa, a partir deste domingo (30/06/2016).

O motivo, de acordo com a assessoria de imprensa do canal, é uma reformulação no jornalismo da Record. Segundo a empresa, Paulo Henrique continua como um dos contratados e à disposição para futuros projetos.

Outro a ser afastado do jornalismo de uma rede de comunicação foi o comentarista Marco Antonio Villa, que deixou a Jovem Pan, em decorrência de suspensão ocorrida em maio de 2019, por 30 dias, pela própria direção da emissora. Após comentário crítico contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

“Um presidente não tem compostura, não tem preparo. Não tem articulação política. Reforça a crítica ao parlamento, estimulando atos neonazistas, como do próximo dia 26, que é claramente no sentindo de fechar o Supremo, fechar o Congresso e impor a ditadura. E o presidente estimula isso”, disse Marco Villa, em severa e correta crítica ao presidente Jair Bolsonaro.

Sobre o episódio da suspensão e o fim da relação contratual, comentou Marco Villa: “fiquei entristecido com a minha saída, gostava muito de trabalhar lá, mas infelizmente acabou dessa forma, que não era a melhor forma que eu queria que terminasse essa relação. Eu fiz de tudo para ter uma saída elegante, não queria sair batendo a porta”.

Desgoverno de extrema-direita

Em ambos os casos de desligamento dos profissionais de imprensa,  Paulo Henrique Amorim do programam da Record e Marco Antonio Villa do contrato com a Jovem Pan está o fato deles atuarem com severa crítica contra o desgoverno de extrema-direita conduzido pelo presidente Jair Bolsonaro, cuja administração é marcada por um vazio intelectual, combinado com inapetência administrativa, com discursos xenofóbicos e atos persecutórios contra jornalistas.

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