Taxa de desemprego do Brasil sobe a 12,7% no 1º trimestre de 2019 com desalento recorde; Desgoverno Bolsonaro adota política regressão econômica e social

Taxa de desemprego é de 12,7% no primeiro trimestre de 2019. Desgoverno Bolsonaro adota política regressão econômica e social.

Taxa de desemprego é de 12,7% no primeiro trimestre de 2019. Desgoverno Bolsonaro adota política regressão econômica e social.

O desemprego no Brasil voltou a aumentar no primeiro trimestre e atingiu a maior taxa desde maio do ano passado, com o total de desempregados chegando a quase 13,4 milhões e número recorde de desalentados, em um cenário de fragilidade do crescimento econômico.

A taxa de desemprego brasileira chegou a 12,7 por cento no período, na terceira alta consecutiva e a maior do ano, ante 12,4 por cento nos três meses até fevereiro e 11,6 por cento no quarto trimestre

O resultado informado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra, entretanto, recuo em relação aos 13,1 por cento registrados no mesmo período de 2018, e ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters com economistas, de uma taxa de 12,8 por cento.

Ainda assim, é o mais alto desde os três meses encerrados em maio do ano passado, quando ficou no mesmo patamar.

“Nenhum setor teve contratação significativa no primeiro trimestre deste ano. Esse é o retrato do mercado de trabalho em 2019”, disse o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo.

“A expectativa de uma melhora no mercado de trabalho que havia para 2019 não se confirma diante do cenário econômico”, completou.

Em meio a dispensas ainda sazonais e aumento da procura por emprego, o país tinha no trimestre até março 13,387 milhões de desempregados, ante 13,098 milhões nos três meses até fevereiro e 12,152 milhões no quarto trimestre de 2018. Nos três meses até março de 2018 eram 13,634 milhões de desempregados.

Por outro lado, o total de pessoas ocupadas caiu a 91,863 milhões, de 92,127 milhões entre dezembro e fevereiro e 92,736 milhões no quarto trimestre.

Nesse cenário, o número de desalentados, ou a quantidade de trabalhadores que desistiram de procurar uma vaga, foi ao recorde de 4,843 milhões no primeiro trimestre, de 4,663 milhões no trimestre anterior.

“O número de desalentados é o maior da série. Esse é um retrato de um mercado de trabalho brasileiro frágil. Significa dizer que os desempregados poderiam ser de quase 18 milhões se essas pessoas estivessem pressionando o mercado a procura de uma vaga”, completou Azeredo.

O emprego com carteira assinada continua fraco, com 32,918 milhões de pessoas no primeiro trimestre deste ano, queda de 0,1 por cento sobre o período anterior e alta de apenas 0,2 por cento sobre o primeiro trimestre do ano passado.

Ao mesmo tempo, o número de pessoas sem carteira assinada no setor privado entre janeiro e março caiu 3,2 por cento na comparação com o quarto trimestre, mas subiu 4,4 por cento sobre o mesmo período do ano passado, a 11,124 milhões.

Em relação ao rendimento médio do trabalhador, este chegou a 2.291 reais no primeiro trimestre, contra 2.276 reais no quarto trimestre e 2.259 reais no mesmo período de 2018.

Em março, o Brasil registrou fechamento líquido de 43.196 vagas formais de emprego, num resultado negativo que contrariou expectativas e foi puxado pela fraqueza no comércio, segundo dados do Ministério da Economia.

O mercado de trabalho brasileiro vem refletindo diretamente a dificuldade que a economia vem apresentando de avançar, destacadamente o setor industrial.

A mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central junto a uma centena de economistas mostra que a expectativa de crescimento econômico é de 1,70 por cento em 2019, indo a 2,5 por cento em 2020.

*Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira, da Agência Reuters.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).