Secretário estadual Josias Gomes contesta reitor da UEFS sobre comparação entre a situação das universidades federais e estaduais

Secretário estadual Josias Gomes contesta reitor da UEFS sobre situação das universidades estaduais da Bahia.

Secretário estadual Josias Gomes contesta reitor da UEFS sobre situação das universidades estaduais da Bahia.

Em nota encaminha neste sábado (11/05/2019) ao Jornal Grande Bahia, Josias Gomes, secretário estadual de Desenvolvimento Rural, contestou avaliação de Evandro Nascimento, reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), sobre a equivalente situação de crise em que se encontram as universidades federais e estaduais.

Josias Gomes disse que o reitor comete equívoco na análise comparativa entre as medidas tomadas pelos governos Bolsonaro e Rui Costa e destaca que o orçamento total do Estado da Bahia é 1/3 do orçamento do Ministério da Educação.

“Não existe a menor comparação entre o orçamento do MEC e o do governo do Estado. A verba do MEC antes do corte era de R$ 150 bilhões por ano. O orçamento total da Bahia em 2019 é de 47,1 bilhões (dados da Lei Orçamentária Anual – LOA- aprova pelos deputados da Bahia). Menos de um terço dos recursos do MEC”, disse Joias Gomes.

O secretário, afirmou, também que a educação superior sempre foi uma prioridade para os governos petistas e que a Bahia segue a política de valorização da educação.

Confira nota de Josias Gomes

A afirmação de Evandro Nascimento, reitor da UEFS, ao comparar a situação das universidades estaduais com a situação das federais não faz o menor sentido.  Segundo o reitor, “os impactos não são diferentes dos anunciados por todas as universidades públicas do país”.

Primeiramente, magnífico reitor, como um homem da educação o senhor deve saber do projeto ideológico do governo Bolsonaro, que visa acabar com as universidades públicas, deixando a educação à mercê da iniciativa privada. Uma política totalmente oposta ao governo baiano, que acredita e fomenta a universidade pública.

Segundo, não existe a menor comparação entre o orçamento do MEC e o do governo do Estado. A verba do MEC antes do corte era de R$ 150 bilhões por ano. O orçamento total da Bahia em 2019 é de 47,1 bilhões (dados da Lei Orçamentária Anual – LOA- aprova pelos deputados da Bahia). Menos de um terço dos recursos do MEC.

Sem contar que o Governo Federal tem uma série de oportunidades para buscar recursos. Vale lembrar que a presidenta Dilma queria destinar os royalties do pré-sal para a saúde e a educação, entre outras destinações, Isso melhoraria o nível da educação brasileira, desde o ensino básico até a universidade e alcançaríamos a soberania cientifica e tecnológica.

A Bahia, que é um estado gigantesco e com muitas demandas, tem a vigésima receita per capita do Brasil. O estado encontra-se no limite da capacidade financeira para remuneração de pessoal e em hipótese alguma pode desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Tentar fazer acordos irresponsáveis pode comprometer o orçamento de outros setores vitais, como saúde e infraestrutura.

Para se ter uma ideia das dificuldades que estão enfrentando, seis estados já decretaram calamidade financeira: MG, RS, SC, GO, RN e RJ.

Mesmo diante deste difícil cenário econômico, em reunião com os reitores o Governo da Bahia liberou R$ 36 milhões para investimentos nas universidades. Estamos entre os três estados que mais fizeram investimentos em universidades.

Em relação à remuneração dos professores, a Bahia está entre as três melhores do país. O governo estuda a possibilidade de implantar 398 promoções na UNEB e 124 na UEFS. Assim que implementadas irão gerar ganhos de até 22% para os professores promovidos.

O governo ainda apoia projetos como o Mais Futuro, que conta com recurso extra do próprio estado. O Mais Futuro contempla bolsas aos universitários de baixa renda. A secretaria já investiu 42,7 milhões de reais neste fantástico programa, que garante a permanência do aluno carente na universidade. Mais uma vez não podemos deixar de mencionar a Fapesb, que financia a pesquisa, tecnologia e inovação de vários professores e alunos.

Enfim, não existe comparação sensata ente o Governo da Bahia e o INIMGO da educação Jair Bolsonaro. Espero que em breve esta greve dos professores seja solucionada e permita que as atividades acadêmicas se desenvolvam da melhor maneira possível.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).