ONU perdeu 118 pessoas em serviço desde o início de 2018

O Secretário-Geral António Guterres (centro) observa um minuto de silêncio para homenagear o pessoal das Nações Unidas que perderam as suas vidas no cumprimento do dever desde 1 de janeiro de 2018, incluindo os colegas caídos dos Fundos e Programas, durante o serviço comemorativo anual. À esquerda está Dian Triansyah Djani, Representante Permanente da Indonésia junto às Nações Unidas e Presidente do Conselho de Segurança do mês de maio, e à direita está Koro Bessho, Representante Permanente do Japão junto às Nações Unidas.

O Secretário-Geral António Guterres (centro) observa um minuto de silêncio para homenagear o pessoal das Nações Unidas que perderam as suas vidas no cumprimento do dever desde 1 de janeiro de 2018, incluindo os colegas caídos dos Fundos e Programas, durante o serviço comemorativo anual. À esquerda está Dian Triansyah Djani, Representante Permanente da Indonésia junto às Nações Unidas e Presidente do Conselho de Segurança do mês de maio, e à direita está Koro Bessho, Representante Permanente do Japão junto às Nações Unidas.

As Nações Unidas perderam 118 pessoas em serviço entre janeiro de 2018 e março de 2019. A maioria trabalhava em manutenção da paz.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou “o compromisso dos milhares de mulheres e homens de todo o mundo que estão preparados para arriscar tudo para promover a paz e prestar assistência a algumas das pessoas mais vulneráveis ​​e carentes do mundo.”

Sacrifício

Em cerimónia de homenagem aos que perderam a vida ao serviço da organização, Guterres evocou “os 115 colegas de 43 países que morreram” durante o período.

Para Guterres, este número é “impressionante” e um “testemunho gritante” do compromisso e do sacrifício destas pessoas para os esforços conjuntos em prol da paz e da segurança mundiais.

O líder da ONU referiu que destas pessoas, 19 eram civis que trabalhavam em agências, fundos e programas da ONU. O secretário-geral lembrou “com tristeza” os 21 colegas que morreram no desastre aéreo na Etiópia, em março passado.

Apresentando as condolências às suas famílias e aos entes queridos, Guterres pediu um momento de silêncio em nome do sacrifício feito por aquelas pessoas.

Compromisso

O chefe da ONU destacou que a organização, pela sua própria natureza, “é obrigada a atuar em alguns dos ambientes mais perigosos e instáveis ​​do mundo.” Ele compromteu-se a “mitigar, na medida do possível, os riscos” que os seus funcionários enfrentam. Para tal, o secretário-geral garantiu que há muito a fazer, comprometendo-se a rever práticas da ONU para melhorar a segurança dos trabalhadores.

Guterres apelou à reflexão e ao apoio às pessoas que servem, “mulheres e homens corajosos, uniformizados e civis, que trabalham sob a bandeira azul nas zonas de crise do mundo.”

Partilhando a sua indignação por funcionários humanitários e de manutenção da paz serem alvos do seu trabalho, o secretário-geral afirmou que é “essencial exigir justiça e responsabilidade por aquilo que, em muitos casos, constitui crimes de guerra.”

Terminando a sua intervenção, Guterres lembrou que é um dever honrar os que “pagaram o último sacrifício” reforçando o compromisso de todos “à nobre causa de promoção da paz, prosperidade e oportunidade para todas as mulheres, os homens e as crianças do planeta.”

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