Ministro da Educação do Governo Bolsonaro diz que verbas cortadas de universidades vão para pré-escolas; Medida objetiva fragilizar pensamento crítico nacional e promover futura privatização das instituições

Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta Abraham Weintraub, ministro da Educação.

Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta Abraham Weintraub, ministro da Educação. Dupla de inapetentes conduz desastre na educação nacional.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, declarou que os recursos que serão cortados das universidades federais serão direcionados para a pré-escola e a educação básica.

De acordo com ele, o custo anual de um universitário é de R$ 30 mil, enquanto uma vaga em uma creche é de R$ 3 mil reais. O ministro não esclareceu a origem destes dados.

“Os recursos futuros vão ser direcionados para cursos de graduação ou para a pré-escola, ou para a educação básica”, afirmou Weintraub em declaração nas redes sociais.

De acordo com o ministro da Educação, as matrículas e cursos universitários já abertos serão mantidos.

​”Para cada aluno de graduação que eu coloco na faculdade, eu poderia trazer dez crianças para uma creche. Crianças que geralmente são mais humildes, mais pobres, mais carentes, e que, hoje, não têm creches para elas. O que você faria no meu lugar?”, acrescentou.

A declaração do ministro foi divulgada nas redes sociais um dia após o polêmico anúncio de que o governo cortaria em 30% os recursos da Universidade de Brasília (Unb), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal da Bahia (Ufba), alegando estas instituições promovem “balbúrdia”.

Posteriormente, o governo mudou o discurso e declarou que o corte de recursos seria para todas as universidades federais e seria feito de forma “isonômica”.

O anúncio provocou forte alvoroço na comunidade acadêmica no começo da semana. Em nota oficial, a UFF lamentou a decisão e destacou o desempenho e a importância da universidade em todas as áreas do conhecimento.

“A UFF é hoje uma das maiores, mais diversificadas e pujantes universidades do país, prezando pela excelência em todas as áreas do conhecimento […] Faremos todo o esforço institucional ao nosso alcance para demonstrar ao Ministério da Educação a necessidade de reversão dos cortes anunciados”, diz a nota.

Futura privatização

As medidas tomadas pelo Desgoverno Bolsonaro objetivam fragilizar a produção acadêmicas das universidades públicas, possibilitando instituir o argumento da ineficiência e baixa produtividade, objetivando, por fim, privatizar o ensino público superior.

*Com informações da Agência Sputnik Brasil.

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