Jornalista Girlanio Guirra critica falta de investimento dos comerciantes na promoção da Micareta 2019 de Feira de Santana

Jornalista Girlanio Guirra critica comerciantes por falta de investimento na Micareta de Feira de Santana.

Jornalista Girlanio Guirra critica comerciantes por falta de investimento na Micareta de Feira de Santana.

Durante debate sobre análise e perspectivas da Micareta de Feira de Santana, ocorrido nesta sexta-feira (24/05/2019), o jornalista Girlanio Guirra, diretor da Revista Aleternativa, criticou severamente a falta de investimento dos comerciantes de Feira de Santana na promoção da festa momesca.

A crítica de Girlanio Guirra ocorreu após a fala dos presidentes Marcelo Alexandrino, Associação Comercial de Feira de Santana (ACEFS) e Luís Mercês, Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).

Durante o evento, os comerciantes destacaram o baixo volume de vendas durante a micareta, a pouca visibilidade da festa momesca, o fato de o circuito da festa atrapalhar na atividade de algumas empresas e a suspensão da atividade comercial nos dias do evento.

Ao analisar a fala dos comerciantes, Girlanio Guirra lamentou que a categoria e os próprios empresários que estavam no evento atuam para realização dos festejos e não promovem a Micareta de Feira de Santana, agregando a marca e os negócios que representam no suporte e difusão do evento.

Ele disse, também, que os comerciantes percebem a Micareta de Feira de Santana apenas como uma oportunidade de se tornarem ainda mais ricos e não de contribuir para a difusão da cultura e o encontro entre as pessoas que vivem a cidade.

Protestos

Os artistas regionais que participaram do evento criticaram, também, o baixo investimento realizado através de edital de contratação de bandas, cantores e músicos. Segundo eles, o Governo da Bahia não dá a devida atenção ao evento e a Prefeitura de Feira de Santana também deixou a desejar neste aspecto.

Excesso de estado

Como tem ocorrido em diversos debates promovidos por diferentes atores políticos e instituições, o evento organizado pelo deputado federal José Cerqueira Neto (Zé Neto, PT-BA) falhou ao não dividir a composição da mesa entre agentes do Estado, representantes políticos e representantes da sociedade civil e classe trabalhadora.

A situação é ainda mais vexatória se observado que o evento foi promovido por um político que representa um partido trabalhista. Exemplo da falha pode ser observado no fato do parlamentar não ter convidado à mesa de debate Antonio Cedraz, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Feira de Santana (SECOFS), além de não ter convidado os representantes de músicos, movimentos afros e culturais.

Dois outros episódios merecem reprovação ao deputado Zé Neto. O primeiro foi ter censurado a crítica do jornalista Girlanio Guirra aos empresários. O segundo, foi ter apresentado levantamentos de dados feitos a partir de comentários na rede social Instagram, como fonte para mensurar a opinião pública sobre o evento. Ao fazer isso, Zé Neto cometeu erro crasso.

Participações

O evento ocorreu no auditório do restaurante Kilogril e contou com as presenças do deputado estadual Robinson Almeida (PT), vereador Alberto Nery, artistas e membros da comunidade.

Coube ao deputado Robinson Almeida a avaliação de que a comunidade de Feira de Santana tinha que definir qual projeto de Micareta querem realizar, se um evento nacional, estadual, regional ou local. “A partir desta conclusão é possível articular com os entes envolvidos para que o evento atinja os objetivos propostos”, disse.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).