Deitado eternamente em berço esplêndido | Por Alberto Peixoto

Presidente Jair Bolsonaro assina o Decreto que dispõe sobre aquisição de armas por civis, durante cerimônia no Palácio do Planalto, realizada em 7 de maio de 2019.

Presidente Jair Bolsonaro faz gesto com os dedos simbolizando uso de arma de fogo. Político apresenta conduta de analfabeto funcional, mesclada com demência esquizofrênica.

Como já diz o próprio Hino Nacional, o brasileiro vive deitado eternamente em berço esplêndido. Esta letargia advém do analfabetismo político que assola a população brasileira, inclusive os próprios estadistas podem ser classificados como 99,5 % analfabetos neste segmento, sem o mínimo necessário de conhecimento. Nem pensar em possuir a “teoria do conhecimento científico neste bloco governamental”.

O analfabetismo funcional segundo dados do IBOPE, gira em torno de 68%, com 7% da população totalmente analfabeta, ou seja, não possui domínio pleno da interpretação de um texto, muito menos da escrita ou operações matemáticas. Apenas 1% entre cada 4 brasileiros, é plenamente alfabetizado. Imagine com os cortes na educação, como será este quadro.

Estas observações nos levam a acreditar que a inércia do brasileiro, ou este eterno “sono” em berço esplêndido, tem como origem a falta de capacitação da grande maioria da população. Fatalmente, falta visão política.

Não se pode admitir que trabalhadores, pessoas de baixa renda, negros, sempre discriminados por este (des) governo acéfalo, apoiem a reforma da Previdência, onde estes mesmos “desvalidos” serão prejudicados; os mais humildes não poderão frequentar uma escola pública e até mesmo os mais prósperos, terão problemas com os cortes que este Ministro da Educação, meia bomba, está praticando.

Como disse o Presidente Lula, em entrevista à Mônica Bergamo (Folha de São Paulo) e Florestan Fernandes (El País), o brasileiro, principalmente o trabalhador, está aceitando todo prejuízo produzido pela reforma criminosa da Previdência, de forma muito passiva. Possivelmente ainda não entenderam a gravidade do prejuízo gerado por esta reforma criminosa.

Este gigante que dorme em berço esplêndido há quase dois séculos – 1831; Francisco Manuel da Silva e Joaquim Osório Duque Estrada – precisa acordar urgentemente e seguir para as ruas lutar contra seus pesadelos. Pesadelos estes que estão levando não só o trabalhador brasileiro, como toda nação à “bancarrota”.

O atual governo impõe um desmonte sem precedentes ao crescimento do Brasil. Nos últimos meses o país entrou em depressão sem nenhuma perspectiva de superação. As consequências dessa estagnação vão repercutir no futuro, em uma sociedade fragmentada em classes com frequentes transições. O fim da classe média está anunciado. Seremos um país de miseráveis contra banqueiros e empresários.

Onde estão os caras-pintadas que no ano de 1992 criou o movimento estudantil, que foi às ruas com o objetivo principal que era o impeachment do Presidente do Brasil na época, Fernando Collor de Mello? Acabou o gás?

O atual Ministro da Educação (também conhecido como Ministro Chocolate) anunciou um corte de 30% – que para ele é igual a 3.5% – nas Universidades Federais. A soma do corte em todas as Universidades Federais totaliza R$ 2 bilhões. As principais consequências desta atitude insana cairão negativamente sobre as pesquisas científicas, projetos de extensão, aquisição de novos equipamentos, limpeza e vigilância, etc.

É hora de voltar para as ruas; é hora de acordar, de levantar deste “berço esplêndido” e dar um basta nesta corja de vândalos, dilapidadores do patrimônio público, destruidores do futuro dos jovens brasileiros. Os estudantes brasileiros resistiram à ditadura de 1964 e resistirão a esta, fruto de um governo composto por estúpidos, analfabetos funcionais e políticos. Espera-se que desta vez, o eleitor brasileiro tenha aprendido a lição.

*Alberto Peixoto, escritor

Publicidade

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Faça uma doação ao JGB

Perfil do Autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.