Presidente de Israel critica Jair Bolsonaro após declaração sobre Holocausto; Demência esquizofrênica e analfabetismo funcional marcam início do governo

Em 2 de abril de 2019, presidente Jair Bolsonaro visita exposição ‘Flashes of Memory: fotografia durante o Holocausto’, em Yad Vashem, Centro Mundial de Memória do Holocausto. Cerca de 10 dias após visita ao local, presidente do Brasil acredita que genocídio dos judeus pode ser perdoado. Demência esquizofrênica e analfabetismo funcional identificam atuação do mandatário.

Em 2 de abril de 2019, presidente Jair Bolsonaro visita exposição ‘Flashes of Memory: fotografia durante o Holocausto’, em Yad Vashem, Centro Mundial de Memória do Holocausto. Cerca de 10 dias após visita ao local, presidente do Brasil acredita que genocídio dos judeus pode ser perdoado. Demência esquizofrênica e analfabetismo funcional identificam atuação do mandatário.

O chefe de Estado de Israel, Reuven Rivlin, juntou-se aos críticos do presidente Jair Bolsonaro, que recentemente disse que os crimes do Holocausto podem ser perdoados, mas nunca esquecidos.

“Ninguém vai pedir o perdão do povo judeu, e isso nunca pode ser comprado em nome de interesses […] O que [os nazistas] fizeram conosco está gravado em nossa memória, na memória de um povo antigo”, disse recentemente Rivlin no Twitter, segundo o The Times of Israel.

O político também advertiu que os israelenses nunca cooperarão com aqueles que negarem a verdade ou “tentarem apagar isso da memória”, quer sejam indivíduos, grupos, “líderes partidários ou chefes de Estado”.

“Nunca perdoaremos e nunca esqueceremos”, twittou o líder israelense, jurando que os judeus “sempre lutarão contra o antissemitismo e a xenofobia”.

O presidente de Israel também alertou os políticos contra “desvios para o território dos historiadores”, que são responsáveis por pesquisar e descrever o passado. Segundo ele, os líderes políticos devem assumir a sua própria responsabilidade de “moldar o futuro”.

Os comentários de Rivlin ecoaram uma declaração crítica emitida pelo museu oficial do memorial do Holocausto de Israel (Yad Vashem), dizendo, conforme citado pela mídia: “Não cumpre a ninguém determinar se os crimes do Holocausto podem ser perdoados”.

Oo embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, tomou o partido do presidente brasileiro, alertando que quem tentar desacreditar “as palavras de um grande amigo do povo e do governo de Israel” não terá sucesso.

O diplomata afirmou que as palavras de Bolsonaro “deixaram claro seu total repúdio pelo maior genocídio da história, que foi o Holocausto”.

“Em nenhum momento de seu discurso o presidente mostrou desrespeito ou indiferença em relação ao sofrimento judaico”, publicou o embaixador no Facebook.

Bolsonaro, considerado um firme apoiador de Israel e de seu primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, provocou debates com sua declaração durante a reunião de quinta-feira (11) com pastores evangélicos no Rio de Janeiro.

“Nós podemos perdoar, mas não podemos esquecer. E é minha essa frase. Quem esquece seu passado está condenado a não ter futuro”, disse o presidente, acrescentando que é preciso agir para garantir que o Holocausto não se repita.

Durante a sua viagem a Israel, Bolsonaro além de assinar acordos e documentos sobre defesa, cibersegurança e cooperação policial junto com o premiê israelense Benjamin Netanyahu, também visitou o memorial do Holocausto.

Presidente Jair Bolsonaro e ministro comemora 100 dias de desgoverno.

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