Prefeitura de Feira de Santana oferece tratamento contra tuberculose para moradores em situação de rua

Prefeitura de Feira de Santana promove ação especial no tratamento de tuberculose para moradores em situação de rua.

Prefeitura de Feira de Santana promove ação especial no tratamento de tuberculose para moradores em situação de rua.

Com 56 vezes mais chances de desenvolver tuberculose, segundo especialistas, a população em situação de rua é um dos grupos mais vulneráveis ao Bacilo de Kock, que causa a doença.

Também são grandes as possibilidades de presos, indígenas e aqueles que vivem com o vírus HIV ou a aids vir a desenvolvê-la. Este atendimento é estimulado pela Prefeitura de Feira de Santana dada as condições vividas.

Em Feira de Santana este segmento é atendido pelo programa Consultório de Rua, desenvolvido pela Prefeitura há quatro anos. Neste período, oito pessoas foram diagnosticas com tuberculose – todas estão curadas.

Outra, diz Darlene Santos, enfermeira do programa, está recebendo a medicação. “As doenças de pele e Infecção Sexual Transmissível (IST), como HIV e hepatites B e C, são as mais diagnosticadas”.

Uma pessoa que não sabe que está com tuberculose pulmonar, dizem especialistas, pode contaminar com o Bacilo de Cock, entre 10 e 15 pessoas ao longo de um ano.

Gotícula de saliva expelida ao falar ou ao tossir, é o meio de transmissão da tuberculose pulmonar, que é a única contagiosa. Além dos pulmões, a doença pode atacar a meninge, ossos, entre outros órgãos.

Pobreza, má distribuição de renda, aids, baixa cobertura sanitária e alta densidade populacional são fatores que contribuem para a disseminação desta doença.

A tuberculose pode levar à morte, mas tem cura. O tratamento dura seis meses e as doses dos medicamentos são diárias – a melhora clínica é sentida com um mês.

O desaparecimento dos sintomas gera um grave problema: o abandono do tratamento. A suspensão da medicação aumenta a resistência do bacilo, que torna problemático o caminho seguro que leva à cura.

No ano passado, em Feira de Santana foram diagnosticados 219 novos casos da doença, aumento de 8% em relação a 2017, que registrou 212 casos.

Destes, 85% dos pacientes, que corresponde a quase 200 pessoas, concluíram o tratamento no prazo determinado e se curaram.

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