Em março de 2019, inflação da Região Metropolitana Salvador acelerou para 0,76%, informa IBGE

Tabela do IBGE apresenta dados da inflação em Salvador, referente ao mês de março de 2019.

Tabela do IBGE apresenta dados da inflação em Salvador, referente ao mês de março de 2019.

Em março de 2019, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, ficou em 0,76% na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O IPCA teve forte aceleração em relação a fevereiro (0,18%) e ficou também significativamente acima da deflação de março de 2018 (-0,27%). Foi ainda o maior IPCA para um mês de fevereiro, na RMS, desde 2015, quando havia sido de 0,87%.

O IPCA de março na RM Salvador (0,76%) ficou quase igual à média nacional (0,75%). A inflação do mês foi mais alta em São Luís/MA (1,36%), Aracaju/SE (1,21%) e na Região Metropolitana de Porto Alegre/RS (1,18%). Os índices mais baixos foram os da Grande Vitória/ES (0,39%), Região Metropolitana de Belo Horizonte/MG (0,29%) e Goiânia/GO (0,12%).

Com o resultado do mês, o IPCA na RM Salvador acumula alta de 1,32% no primeiro trimestre de 2019. No país como um todo, o índice acumulado neste ano está em 1,51%. Já nos 12 meses encerrados em março, a inflação na RM Salvador fica em 4,75%, acelerando em relação aos 3,68% registrados nos 12 meses encerrados em fevereiro e se situando acima da média nacional (4,58%).

A tabela a seguir mostra o IPCA para Brasil e áreas pesquisadas, no mês, acumulado no ano e nos 12 meses encerrados em março de 2019.

Despesas com alimentação (1,56%) e transportes (0,83) aceleram fortemente entre fevereiro e março e puxam inflação da RM Salvador

Dentre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, seis apresentaram altas em março, na Região Metropolitana de Salvador.

Grupos que mais pesam nas despesas médias das famílias da RMS, Alimentação e Bebidas e Transportes mostraram forte aceleração nos preços entre fevereiro e março e foram os principais responsáveis pela alta da inflação. Ambos haviam apresentado deflação no mês anterior (-0,04% e -0,39%, respectivamente), mas, em março, tiveram os maiores aumentos médios: 1,56% e 0,83%, respectivamente.

Dentre os alimentos, a maior pressão inflacionária veio dos produtos consumidos em casa. A alimentação no próprio domicílio aumentou 2,27% em média. Dos cinco itens que mais puxaram o IPCA da RMS para cima em março, quatro foram alimentos fundamentais no dia a dia: tomate (44,51%), farinha de mandioca (12,95%), feijão-carioca (13,84%) e batata-inglesa (15,42%).

O feijão-carioca é, de todos os itens que compõem o IPCA, o que mais aumentou no primeiro trimestre de 2019 (+77,99%), enquanto a batata fica com o terceiro maior aumento (+56,28%).

Entre as despesas com transportes, os combustíveis em geral (3,00%) exerceram a principal pressão inflacionária, puxados com mais força pela gasolina (2,91%) e pelo etanol (4,67%) e, em menor escala, pelo óleo diesel (1,8%).

As despesas com Habitação (0,49%) e Saúde e cuidados pessoais (0,55%) também tiveram contribuições importantes para o IPCA de março na RMS.

Apesar de terem exercido as maiores pressões de alta na inflação, alguns alimentos e produtos do grupo Transportes tiveram importantes quedas de preço no mês, ajudando a segurar o IPCA. Foi o caso, por exemplo, dos automóveis novos (-1,17%) e usados (-1,88%) e do pão francês (-1,32%).

Dentre os três grupos de produtos e serviços com deflação em março, na Região Metropolitana de Salvador, a principal influência no sentido de conter o IPCA veio dos Artigos de residência (-0,23%), com contribuição importante dos móveis e utensílio (-1,13%). 

Na RM Salvador, INPC foi de 0,75% em março

Na Região Metropolitana de Salvador, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com menores rendimentos, ficou em 0,75% em março, bem acima tanto do 0,22% registrado em fevereiro de 2019 quanto do índice de março de 2018 (-0,27%).

O INPC de março na RM Salvador (0,75%) ficou bem próximo da média nacional (0,77%). O índice acumulado no primeiro trimestre de 2019 (1,21%) está menor que o nacional (1,68%). Já o acumulado nos 12 meses terminados em março está em 4,68% na RMS e em 4,67% no país como um todo.

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