Central Estadual de Regulação da Bahia terá novo software para controlar leitos hospitalares em tempo real

Secretário estadual Fábio Vilas-Boas Pinto comenta sobre adoção de programa, durante Encontro Estadual sobre Regulação e Produtividade Hospitalar.

Secretário estadual Fábio Vilas-Boas Pinto comenta sobre adoção de programa, durante Encontro Estadual sobre Regulação e Produtividade Hospitalar.

A partir desta semana, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) implantará um novo software para o gerenciamento de leitos hospitalares, possibilitando que a Central Estadual de Regulação (CER) tenha acesso, em tempo real, ao número exato de leitos disponíveis em cada unidade no momento da alta hospitalar. O anúncio foi feito pelo secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, durante o Encontro Estadual sobre Regulação e Produtividade Hospitalar que aconteceu nesta quarta-feira (10/04/2019), em Salvador, e reuniu mais de 700 gestores municipais e diretores de hospitais públicos e filantrópicos. O evento foi realizado em parceria com o Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems-BA).

“Somente em 2019 a CER atendeu mais de 50 mil solicitações e conseguiu reduzir para abaixo de mil o número de pacientes internados que aguardavam por um procedimento, sejam avaliações com especialistas, cirurgias ou exames. Na prática, isso significa que a meta de atender todas as solicitações em até 24 horas está cada vez mais próxima, visto que a capacidade diária é de, pelo menos, 500 pacientes”, afirma o secretário, ao pontuar ainda que o aumento de eficiência se deve a uma combinação de fatores, cujo ponto principal foi o olhar diferenciado do governador Rui Costa para a área da Saúde. “Investimos na construção e ampliação de mais aproximadamente 1.000 leitos, implantamos novos parques de imagem com ressonâncias e tomografias nos quatro cantos do estado, além de aplicar R$ 52 milhões em infraestrutura de rede, aquisição de computadores, servidores, impressoras e conectividade entre as unidades estaduais. Mais recentemente, o governador autorizou um arrojado projeto de desospitalização, com a possibilidade de assistência domiciliar 24 horas, que avaliou mais de 4.100 pacientes internados de longa permanência”, afirma Vilas-Boas.

O titular da pasta estadual da Saúde ressalta que a redução no tempo de resposta da regulação é o resultado mais visível, visto que 90% das solicitações são atendidas em até 48 horas.“Tivemos uma queda de 71% no quantitativo de pacientes aguardando procedimentos ortopédicos, internação neurocirúrgica adulta e internação pediátrica. Também reduzimos em 68% o tempo para internação cirúrgica cardíaca e 54% para cirurgia vascular”, pontua o secretário.

Para que haja uma melhoria contínua dos indicadores, o coordenador médico da CER, Eduardo Sampaio, explicou para os diretores de hospitais e secretários municipais que é necessário aperfeiçoar o relatório médico dos pacientes. “Precisamos de uma história sucinta e bem feita, especificando exatamente o que se quer”, destaca Sampaio, ao pontuar ainda que há diversos protocolos que devem ser seguidos para que o paciente tenha a solicitação atendida. Caso isso não ocorra, o tempo de resposta torna-se alongado e a responsabilidade é da unidade de saúde.

Outro tema abordado no encontro foi a necessidade dos municípios fortalecerem as suas unidades hospitalares e aperfeiçoarem os instrumentos de gestão. “Analisando a produção hospitalar na Bahia no período de 2017 e 2018, verificou-se que dos 417 municípios existentes no Estado, 316 emitiram alguma Autorização de Internação Hospitalar (AIH), que é o documento que viabiliza o faturamento dos serviços hospitalares prestados no SUS. Destes, 147 reduziram o faturamento em relação ao ano anterior”, pontuou o assessor especial da Sesab, Cassio Garcia.

O encontro ainda possibilitou que a Bahiafarma, laboratório público baiano, apresentasse os produtos fabricados e distribuídos para todo o Brasil, como os testes rápidos de Dengue, Zika e Chikungunya, além dos medicamentos cabergolina, sevelâmer e insulina. O assessor da Bahiafarma, Tiago Moraes, detalhou cada um deles e explicou como os municípios podem adquirir quaisquer itens do portfólio da instituição.

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