Bancada da Bahia na Câmara dos Deputados pede revogação das portarias que mudam regras de despesas com pessoal

Parlamentares da Bahia cobram revogação de medida do Governo Bolsonaro.

Parlamentares da Bahia cobram revogação de medida do Governo Bolsonaro.

A Bancada da Bahia na Câmara dos Deputados, coordenada pelo deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), manifestou preocupação com os efeitos das portarias 06/2018 e 233/2019 publicadas pelo Governo Federal. As mudanças determinam que a contratações de serviços de saúde sejam registradas como despesas com pessoal.

O coordenador avalia que a medida é resultado do total despreparo do governo e pede urgência na revogação das portarias. “O risco do colapso na oferta de serviços à população é eminente. A crise financeira dos estados e municípios está se agravando e esses novos critérios prejudicam ainda mais a gestão das prefeituras e governo. A Bancada está unida em prol de ações concretas e manifesta total apoio aos municípios e estado da Bahia”.

Íntegra da nota

A Bancada da Bahia no Congresso Nacional pede a revogação das Portarias número 06/2018 e 233/2019 da Secretaria do Tesouro Nacional e do Ministério da Economia, publicadas pelo Governo Federal recentemente, que mudam as regras de despesas com pessoal. As portarias estabelecem que a contratação de serviços de saúde por meio de Organização da Sociedade Civil, pelas três esferas de governo, seja classificado como gasto com pessoal (folha de pagamento).

Na avaliação dos parlamentares, as medidas vão prejudicar a gestão de estados e municípios que hoje já enfrentam uma grave crise fiscal. Segundo dados do Tesouro Nacional, 17 dos 27 estados da federação possuem gastos com pessoal acima do limite de alerta determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal e 7 possuem decretação de calamidade financeira.

A preocupação são os prejuízos que as medidas podem acarretar à população, uma vez que, os gestores não vão conseguir realizar novas contratações e que serviços essenciais como saúde, educação, segurança, limpeza, trânsito e mobilidade urbana fiquem paralisados.

A bancada destacou ainda que muitos gestores correm o risco de terem suas contas rejeitadas pelos Tribunais de Contas, por extrapolação do limite de pessoal estabelecido pela LRF. Além disso, em alguns casos, as penalidades podem ser bastante duras, com multa de 30% dos vencimentos anuais e encaminhamento do processo ao Ministério Público de Contas e encaminhamento de ação por improbidade administrativa.

Na saúde, as mudanças podem piorar ainda mais o atendimento, uma vez que, a gestão estadual do SUS correrá o risco de não conseguir manter os serviços oferecidos à população. A compra de novos equipamentos também poderá ficar comprometida.

A Bancada da Bahia, externa preocupação com essa situação e exige a revogação das medidas. As portarias podem impedir novas contratações e piorar ainda mais o cenário já caótico.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).