ONU recomenda que países da América Latina e do Caribe se preparem para possíveis surtos de dengue; Nas primeiras seis semanas deste ano, foram notificados quase 100 mil casos, sendo 632 de dengue grave e 28 óbitos

Mosquito Aedes Aegypti transmite Febre Amarela, Zika, Chikungunya e Dengue.

Mosquito Aedes Aegypti transmite Febre Amarela, Zika, Chikungunya e Dengue. Atualmente, a única maneira de controlar ou prevenir a transmissão é o combate ao inseto.

Tem sido observado no início de 2019 um aumento nos casos em relação ao mesmo período de 2018; no ano passado, o vírus causou a morte de 336 pessoas na região.

A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, recomendou aos países das Américas e do Caribe que se preparem para uma resposta rápida a possíveis surtos de dengue.

A doença é endêmica na região e, desde que foi introduzida na década de 1980, tem causado surtos e epidemias de forma cíclica de cada três a cinco anos.

Epidemias

A primeira epidemia de dengue, com mais de um milhão de casos, ocorreu em 2010. Três anos depois, houve uma nova epidemia, desta vez, com mais de 2 milhões de casos. No início deste ano, tem sido observado um aumento na incidência da doença em relação ao mesmo período de 2018.

Em nota, o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Determinantes Ambientais da Saúde da OPAS, Marcos Espinal, disse que “a dengue é a infecção viral transmitida por mosquitos de maior propagação nas Américas e sua complexidade vem aumentando ao longo dos anos.”

Segundo o especialista, essa alta é causada por vários fatores, como crescimento urbano não planejado, problemas de água e saneamento, mudanças climáticas e, em alguns países, a circulação simultânea dos quatro tipos de dengue, o que aumenta o risco de casos graves e surtos.

De acordo com a última atualização, de 22 de fevereiro, foram notificados 560.586 casos de dengue na região das Américas no ano passado. Desses casos, 3.535 foram considerados graves e 336 resultaram em mortes. Nas primeiras seis semanas deste ano, foram notificados quase 100 mil casos, sendo 632 de dengue grave e 28 óbitos.

Recomendações

As principais recomendações da Opas para os países focam na intensificação à vigilância da doença e nas medidas de controle para reduzir as populações de mosquitos que transmitem o vírus.

Atualmente, a única maneira de controlar ou prevenir a transmissão é o combate ao mosquito, conhecido como Aedes aegypti.

A Opas também recomenda educação contínua da população e envolvimento da comunidade, além de assegurar que os profissionais de saúde tenham formação de como diagnosticar e tratar os pacientes.

Outros vírus

Segundo Marcos Espinal, o diagnóstico da doença ficou mais complexo com a chegada de dois novos vírus, o chikungunya, em 2013, e o zika, em 2015, porque apresentam sintomas parecidos.

Apesar disso, a dengue continua sendo a que apresenta o maior número de casos e também é a mais letal.

Segundo a Opas, o seu tratamento é relativamente simples, custa pouco e é muito eficaz. O assessor regional de dengue da Opas, José Luis San Martin, disse que “a chave é reconhecer precocemente os sinais de alerta para fornecer os cuidados necessários e evitar que progrida para formas mais graves.”

Se um profissional de saúde tiver dúvida sobre o diagnóstico, a Opas recomenda o tratamento imediato de dengue, sem esperar por um resultado de teste.

A agência também recomenda que o paciente seja examinado todos os dias ou, pelo menos, a cada 48 horas, para detectar sinais sérios de alerta, particularmente durante a fase crítica da doença.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).