O sexagenário de Juarez Duarte Bomfim

Neste 23 de março, quando o sol se faz presente na casa de Áries, completo mais um aniversário: 60 Anos. Meu sexagenário.

Juarez Duarte Bomfim

Juarez Duarte Bomfim

Juarez Bomfim

Juarez Bomfim

Estima-se que existem cerca de 100 milhões de galáxias em todo o universo. E ele, o universo, continua em expansão acelerada…

Entre tantos milhões de galáxias encontra-se a Via Láctea e, nela, localiza-se o Planeta Terra, iluminada pelo Sol, que é 1.3 milhões de vezes maior que ela, a Mãe Terra. E este Sol é apenas um dos muitos sóis existentes na Via Láctea.

Pois, entre tantos e tantos mundos existentes, este que vos escreve veio encarnar justamente aqui, no Planeta Terra. Mundo inferior, lugar de cumprimento de penas cármicas e duras provas. Vale de lágrimas, destino dos degredados filhos de Adão e Eva.

Lugar de dor e sofrimento… mas também de risos e alegria, pois ninguém é de ferro…

Assim, neste 23 de março, quando o sol se faz presente na casa de Áries, completo mais um aniversário: 60 Anos. Meu sexagenário.

Deus, o Dono de todas as vidas, tem me dado um longo tempo de permanência aqui no exílio do plano terrenal. Deve haver um sentido para se prolongarem os meus dias aqui na Terra. Um propósito.

E… qual o sentido da existência?

Buscar a felicidade, responderíamos.

E que é a felicidade?

Quando eu era menino, pensava como menino. A felicidade para mim se traduzia em um apetitoso e caudaloso pudim de leite moça, o qual avidamente degustaria até saciar-me; logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Os gostos e os prazeres foram mudando… e já na juventude felicidade para mim se apresentava como uma idealizada e inesquecível intimidade corpórea com a companheira desejada.

Na fase da vida adulta, onde o antigo e mundano homem vulgar morre, para renascer como místico cristão, felicidade se realiza em amar a Deus sobre todas as coisas.

Este é o caminho.

Essas três fases da vida humana correspondem a outras três, que correm paralelas e complementares.

São três ciclos, que apresentam uma linha de progressão: o primeiro, sustentado pela filosofia da práxis, visa mudar o mundo. O que impulsiona o jovem a aderir e participar de movimentos políticos e comportamentais ditos revolucionários. O desencanto com este ilusório caminho coletivo de libertação leva ao segundo ciclo.

O segundo ciclo é o da procura hedonista em si. A busca do prazer sensorial. Aí então, o objetivo a alcançar são os prazeres da carne: a erótica, a enologia e a gastronomia. A “sabedoria” parecia estar centrada ali, naqueles três efêmeros alicerces. Muitos se bastam neste segundo ciclo, e nele estacionam.

Porém, os verdadeiros buscadores saltam para o terceiro: então se revela o caminho da espiritualidade e autoconhecimento. Libido mística? Ou despertar da kundalini?

Qual a feliz oportunidade que me foi dada, para renascer em Cristo?

Ah… não resta dúvida: ter sido agraciado com a Santa Luz de Jesus. O ouro que tem na Terra e a Luz que brilha mais.

Na Santa Luz obtive o meu perdão e a graça da cura.

Na Santa Doutrina de Jesus Cristo me iluminei.

Nunca que imaginaria que existe tantas belezas e primores, advindas do reino vegetal.

Todavia, muitos são os caminhos que levam ao Senhor. Alguns caminhos são para raros, para poucos.

Muitos são os caminhos para alcançar a Verdade Suprema, a qual chamamos de Deus.

O caminho a seguir depende das escolhas que sejam feitas. Deve-se levar em conta a importância dos mestres no nosso aprendizado, para nos orientar e guiar na senda da liberação final. Prometeu-nos Cristo Jesus: “A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá”.

E tantos bons mestres-ensinadores louvo e reverencio: Irineu, Daniel, Yogananda… e tantos outros.

Deus só se revela ao seu verdadeiro devoto, afirma o Senhor Krishna.

Bhagavan Sri Sathya Sai Baba nos ensina que o caminho da liberação é a repetição do nome de Deus (devoção) e o serviço ao próximo (caridade). E que devemos dedicar todas as nossas ações ao Criador Divino.

Simples? Sim.

Aprender a lição é fácil. Difícil é segui-la, Senhor.

Qualquer que seja o caminho escolhido, a meta deve ser a busca da iluminação, quando — se alcançada — o espírito emancipado não estará mais obrigado a participar do ciclo reencarnatório, de nascimento e morte (a roda de samsara).

Para o cristão, o caminho da iluminação é o Nosso Senhor Jesus Cristo, pois a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.

Amém Jesus, Maria e José.

Juarez, Cecília e Barbara Maringoni Bomfim

Juarez, Cecília e Barbara Maringoni Bomfim

Juarez Bomfim e Cecília Maringoni no Túmulo do Mestre Irineu (Rio Branco - Acre)

Juarez Bomfim e Cecília Maringoni no Túmulo do Mestre Irineu (Rio Branco – Acre)

Juarez Bomfim e Cecília Maringoni no Taj Mahal (Agra - Índia)

Juarez Bomfim e Cecília Maringoni no Taj Mahal (Agra – Índia)

Juarez e Barbara, filha

Juarez e Barbara, filha

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Perfil do Autor

Juarez Duarte Bomfim
Baiano de Salvador, Juarez Duarte Bomfim é sociólogo e mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutor em Geografia Humana pela Universidade de Salamanca, Espanha; e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Tem trabalhos publicados no campo da Sociologia, Ciência Política, Teoria das Organizações e Geografia Humana. Diversas outras publicações também sobre religiosidade e espiritualidade. Suas aventuras poético-literárias são divulgadas no Blog abrigado no Jornal Grande Bahia. E-mail para contato: [email protected]