Feira de Santana: Vereador critica financiamento do Governo do Estado para eventos que não promove a cultura popular na Bahia

Cadmiel Mascarenhas: na Bahia encontramos aberrações como, por exemplo, a ausência de financiamento cultura por parte do Governo do Estado e órgãos ligados a ele.

Cadmiel Mascarenhas: na Bahia encontramos aberrações como, por exemplo, a ausência de financiamento cultura por parte do Governo do Estado e órgãos ligados a ele.

No uso da tribuna, na sessão ordinária desta quarta-feira (27/03/2019), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador Cadmiel Pereira (PSC) criticou o financiamento do Governo do Estado para eventos que, segundo ele, não promove a cultura popular na Bahia. O edil aproveitou o uso da tribuna ainda pediu ao secretário de Desenvolvimento Social para rever a nomenclatura do Centro de Referência Maria Quitéria.

“Na Bahia encontramos aberrações como, por exemplo, a ausência de financiamento cultura por parte do Governo do Estado e órgãos ligados a ele. Em 2011, no aniversário de 40 anos da Embasa, esta empresa pagou quase R$ 300 mil para um show de Daniela Mercury num teatro em Salvador. Foram R$ 10 milhões de patrocínio para o filme ‘Marighella”, de Wagner Moura. Vemos que a Embasa destruir nosso serviço público, dizer que não tem recursos para investir e atender melhor ao povo, mas patrocina festas carnavalescas. Para isso ela tem dinheiro”, pontuou Cadmiel.

E continuou. “O Governo pagou R$ 130 mil de cachê a Daniela Mercury para tocar na Parada Gay de São Paulo com o argumento de ela divulgaria o Carnaval de Salvador. Porém, não temos conhecimento de patrocínios para eventos culturais que falem sobre drogas, que apresentem música de qualidade, que usem brincadeiras lúdicas para educar crianças e mais. A Lei Rouanet, todo dia é procurada por empresas que vão em busca de financiamento. Mais de 70 peças de teatro gospel, que falam sobre paz, que falam sobre o respeito, poderiam ser apresentadas como cultura em Feira de Santana”, sugeriu.

Centro de Referência

Ainda no uso da tribuna, o vereador Cadmiel Pereira (PSC) solicitou ao secretário de Desenvolvimento Social, Ildes Ferreira, que reveja a nomenclatura do Centro de Referência Maria Quitéria- CRMQ.

Segundo Cadmiel, o Centro de Referência Maria Quitéria assiste mulheres vítimas de violência, mas em sua opinião, deveria se chamar Centro de Referência de Atendimento à Mulher Maria Quitéria.

“O nomenclatura dos equipamentos precisam trazer clareza em suas siglas para que, até mesmo os funcionários da saúde, saibam encaminhas corretamente as mulheres. É preciso evidenciar isso para que as mulheres saibam para onde ir quando forem agredidas. Vou solicitar ao secretário Ildes que converse com sua equipe e possa avaliar a possibilidade de mudar essa nomenclatura”, disse.

Para o edil, com tantos registros de violência contra a mulher na cidade, é preciso que esteja claro o local exato que ela deve procurar. “Nunca se ouviu tantas noticias de feminicídio. Aumentaram a punição, a vigilância, mas é surreal o que está acontecendo. Está generalizado: netos agredindo avós, filhos agredindo mães e estas mulheres precisam saber ondem serão assistidas nesses casos”, findou.

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