Espetáculo ‘Entre Nós’ mistura arte e história da ditadura militar em cartaz no município de Juazeiro

Cartaz anuncia espetáculo 'Entre Nós'.

Cartaz anuncia espetáculo ‘Entre Nós’.

Em comemoração aos 45 anos de carreira, o ator e diretor teatral, Hertz Félix, protagoniza em Juazeiro (BA) o espetáculo ‘Entre Nós’, sob a direção do juazeirense Marcos Velasch. A montagem, que tem no elenco Joyce Guirra, Mikael Andrade e Elder Ferrari, sobe ao palco do Centro de Cultura João Gilberto no dia 14 de abril de 2019, às 20 horas.

Na trama criada pelo dramaturgo Aloísio Villar, um renomado escritor se instala no litoral do Rio de Janeiro, no auge do Golpe de 64, para escrever seu oitavo livro. É lá que conhece um jovem poeta filho de militar. A relação entre os dois gera conflitos envolvendo a esposa do escritor e o pai do rapaz, o que pode comprometer a vida dos personagens.

De acordo com a sinopse, todas as discussões trazidas pelas figuras em cena visam levar o espectador a uma reflexão sobre as renúncias de uma pessoa em nome dos sentimentos, além de criar algumas ligações da peça com as lutas por memória, verdade e justiça diante das vítimas do regime militar.

Para Hertz Félix, que dará vida ao escritor com dias contados, a montagem não busca apenas apresentar entretenimento, mas também questionar valores e padrões prepostos, assim como formular questões importantes sobre a condição humana. “Como artistas, temos que resistir, seja como for. Estar no palco, nesse momento, é mais que um ato político, é revolucionário”, disse ele se referindo as quatro décadas e meia como ator e diretor.

O golpe de 64

Com a bipolarização internacional da Guerra Fria também no Brasil e uma crise de sucessão envolvendo os presidentes Jânio Quadros e João Goulart, foi desencadeado uma série de fatos que culminaram em um golpe de estado em 31 de março de 1964. Vários setores da sociedade, incluindo os militares, consideravam que havia uma ameaça da ‘comunização’, do país. O ambiente político radicalizado levou civis a apoiarem a tomada de poder pelas Forças Armadas, que prometiam uma transição rápida, mas que durou 21 anos. Nesse período, diversos artistas e intelectuais foram exilados, perseguidos ou mortos pelo regime, que terminou em 1985.

Depois do Centro de Cultura João Gilberto, o espetáculo comemorativo segue para o Rio de Janeiro, onde será encenado no Teatro Raul Cortez, em Duque de Caxias, no dia 26 de julho; e na Areninha Carioca Renato Russo, na Ilha do Governador, dia 27 de julho.

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