Consórcio Villegagnon apresenta proposta de reativação do Estaleiro Enseada Naval em Maragogipe

Assinatura de novo projeto pode retomar as atividades do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, em Salvador, em 12 de março de 2013.

Assinatura de novo projeto pode retomar as atividades do Estaleiro Enseada do Paraguaçu.

O retorno das atividades no Estaleiro Enseada Naval (Antigo Estaleiro Enseada do Paraguaçu, EEPSA), em Maragogipe, no Recôncavo Baiano, pode ser viabilizado pelo projeto apresentado na tarde desta terça-feira (12/03/2019), em reunião nas dependências do Senai Cimatec, em Salvador. A proposta é uma das quatro concorrentes de uma licitação lançada pela Marinha do Brasil e a única que visa à construção e manutenção de navios de guerra em solo baiano.

O vice-governador e titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), João Leão, participou do encontro. “Estamos dando todo o suporte possível e torcendo para que a proposta que pretende usar o Estaleiro vença. É uma estrutura que reuniu um investimento de R$ 3 bilhões e hoje está parada. Precisamos voltar a ver três, quatro mil pessoas trabalhando e, para isso, estamos apoiando essa iniciativa, junto com a Federação das Indústrias da Bahia”, garantiu Leão.

Projeto

Uma das quatro propostas ainda no páreo, o projeto detalha a construção de quatro corvetas classe Tamandaré, nas dependências da Enseada, e foi elaborado pela Consórcio Villegagnon – composto pela Naval Group, Mectron, Odebretch Engenharia e Construção e grupo Estaleiro Enseada. A proposta é a única concorrente da licitação que conta com uma organização da Bahia e que prevê as atividades dentro do território estadual.

O presidente do estaleiro, Maurício Almeida, explicou que o “Enseada foi concebido para ser um vetor de desenvolvimento regional. Por adversidades, teve contratos suspensos, mas tem ocorrido um grande esforço para conquistar novos. Este contrato com a Marinha é de grande porte, um dos poucos disponíveis no Brasil. A conquista de uma licitação deste tamanho seria realmente um marco para a retomada não só do Estaleiro como da região, que já está apta a oferecer mão de obra para um projeto dessa magnitude”.

Já o presidente da Naval Group, Eric Berthlot, afirmou que “nossa parceria, no Brasil, tem rendido bons resultados e estamos esperando a resposta da Marinha já no fim deste mês. Essa apresentação de hoje visa atualizar os baianos sobre o que temos feito, mas também tem o objetivo de atrair outras empresas brasileiras para robustecer nosso projeto de construção e manutenção de navios de três mil toneladas cada”.

A retomada das operações no Estaleiro, por meio do projeto pensado para a Marinha do Brasil, engloba, além da construção, a manutenção das embarcações. Estima-se que a licitação envolva investimentos da ordem de US$ 2 milhões. A divulgação do resultado está prevista para o próximo dia 22.

Estaleiro

O Estaleiro está inativo desde 2014 e detém maquinário e dispositivos de última ponta. Leão lembrou que, “atualmente, 35 funcionários atuam no local para fazer manutenções necessárias para evitar a ampla degradação do equipamento”.

Em um terreno próprio, com dois milhões de metros quadrados de área e capacidade de processar 108 mil toneladas de aço por ano, o Estaleiro Enseada é considerado não somente o maior do país, como também o mais moderno. Com um investimento privado de R$ 3,2 bilhões e tecnologia Kawasaki Heavy Industries, o Estaleiro foi implantado estrategicamente às margens do Paraguaçu, gerando emprego e renda para a região do Recôncavo Baiano, nos anos em que permaneceu ativo.

Corveta Classe Tamandaré, equipamento militar da marinha do Brasil.

Corveta Classe Tamandaré, equipamento militar da marinha do Brasil.

Vista das instalações do Estaleiro Enseada Naval, em Maragogipe.

Vista das instalações do Estaleiro Enseada Naval, em Maragogipe.

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