‘Brasil ama os EUA’, diz ministro Paulo Guedes ao oferecer abertura unilateral ao Governo Trump

Paulo Guedes, ministro da Economia do Governo Bolsonaro, participa de jantar oferecido pelo Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, em Washington, em 18/03/2019.

Paulo Guedes, ministro da Economia do Governo Bolsonaro, participa de jantar oferecido pelo Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, em Washington, EUA. Sem contrapartidas, oferta de negócios são oferecidos aos estadunidenses.

O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (18/03/2019) que seu governo ama os Estados Unidos e está disposto a abrir sua economia unilateralmente.

“O Brasil ama os EUA e eu também”, declarou Guedes em Washington, durante um evento organizado pela Câmara de Comércio dos EUA, com a participação de vários investidores.

O ministro da Economia brasileiro prometeu abrir “unilateralmente” a economia no exterior, não para esperar esmolas, mas para gerar esperança, disse ele.

Guedes disse que o governo de Jair Bolsonaro tem um programa econômico “agressivo” na direção certa.

O presidente brasileiro se reunirá nesta terça-feira com seu colega Donald Trump na Casa Branca, em sua primeira visita aos EUA desde que assumiu o cargo em janeiro de 2019.

O ministro da Economia resumiu diante de seus investidores seu plano econômico em três pilares: reforma tributária para redução de impostos, abertura para o exterior e privatizações.

Nesse sentido, ele convidou os americanos a investirem pesadamente no país, especialmente na área de infraestrutura, onde o Brasil ainda tem déficits significativos, e falou especificamente sobre petróleo.

“Em três ou quatro meses estaremos vendendo petróleo, o pré-sal [depósitos no fundo do mar], estamos de portas abertas para esses negócios”, afirmou ele, sem dar mais detalhes.

Guedes também garantiu que “a China está disposta a entrar” e “já entrou”, já que o país asiático é o principal parceiro comercial do Brasil. Ele também destacou o potencial de seu território em mineração e hectares de terra.

Ao pedir que os EUA sejam menos protecionistas com as exportações brasileiras, Guedes ressaltou que o Brasil “não é a China” e acrescentou que “aqueles que têm superávit na balança comercial [com os EUA] são eles, não nós”.

Ele também lamentou que os EUA ainda sejam um obstáculo para a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

“Nós não entendemos isso, nós merecemos um tratamento melhor do que no passado”, comentou, esperando que esta questão seja resolvida graças à harmonia pessoal entre Bolsonaro e Trump.

Guedes iniciou seu discurso defendendo a imagem de Bolsonaro, dizendo que a democracia brasileira, ao contrário do que dizem seus detratores, nunca foi ameaçada, e depois criticou a mídia de massa e o “establishment”.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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