A bestialidade perpetrada pelo capitalismo devasta o planeta | Por Sérgio Jones

Vista panorâmica da devastação humana e ambiental provocada por falha na manutenção de barragem a montante da Mina Córrego do Feijão, de propriedade da empresa Vale, situada em Brumadinho, Minas Gerais, em 25 de janeiro de 2019.

Vista panorâmica da devastação humana e ambiental provocada por falha na manutenção de barragem a montante da Mina Córrego do Feijão, de propriedade da empresa Vale, situada em Brumadinho, Minas Gerais.

Todo mundo, ou parte dele, está ciente de que o modelo de sistema capitalista tem sido responsável pela geração massiva de riqueza, para poucos. Esta mácula atenta diretamente, e de forma inexorável, contra a dignidade humana e a devastação de todo o planeta, em ritmo acelerado.

Quando partimos para o plano econômico a situação é mais vexatória. Cito como exemplo o santuário do capitalismo, Estados Unidos, neste templo onde se canta em prosa e verso as suas “conquistas”, o país convive com taxas de 15% de sua população vivendo abaixo da linha de pobreza. Quando esta avaliação é feita entre os jovens abaixo de 18 anos, estes índices sobem para 20%.

A constatação de um crime desta envergadura é resultado de profundos estudos realizados por especialistas da área, que apontam como consequência direta de todos estes males a exploração de um modelo voltado para a agricultura comercial – toda ela focada na alimentação intensiva do gado, a desenfreada extração de madeira e o desenvolvimento de infraestrutura que estão causando a perda de habitat, enquanto a dependência e uso de combustíveis fósseis é fator relevante em relação às mudanças climáticas.

A conclusão de toda esta falta de uma política mais humana e menos predatória tem como objetivo, cada vez mais, em encobrir o agravamento com a destruição orquestrada do meio ambiente, escondendo a ligação entre o crescimento econômico infinito e o agravamento da destruição ambiental.

De acordo com intensos estudos realizados, por mais de duas décadas, pelo sociólogo de Yale, Justin Farrell, no campo de financiamento corporativo, ele descobriu que as corporações usam sua riqueza para ampliar e modificar as opiniões contrárias sobre a mudança climática e criar uma impressão de maior incerteza científica do que realmente existe.

O que fica patenteado é que distorções sociais como a fome, à falta de um modelo de economia com sustentabilidade, as diferenças de classe econômica e a destruição ambiental, são ingredientes perversos utilizados pelo capitalismo. Estas aberrações causarão danos totalmente irreversíveis até 2050, para toda a humanidade.

Sérgio Jones, jornalista ([email protected])

Vista panorâmica da devastação humana e ambiental provocada por falha na manutenção de barragem a montante da Mina Córrego do Feijão, de propriedade da empresa Vale, situada em Brumadinho, Minas Gerais, em 25 de janeiro de 2019.

Vista panorâmica da devastação humana e ambiental provocada por falha na manutenção de barragem a montante da Mina Córrego do Feijão, de propriedade da empresa Vale, situada em Brumadinho, Minas Gerais.

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Faça uma doação ao JGB

Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).