Vice-presidente dos Estados Unidos diz que serão impostas mais sanções contra a Venezuela

Deputado Juan Guaidó e o vice-presidente dos Estados  Unidos, Mike  Pence.

Deputado Juan Guaidó e o vice-presidente dos Estados  Unidos, Mike  Pence.

Reiterando a legitimidade do presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e com críticas severas ao governo de Nicolás Maduro, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, anunciou hoje (25/02/2019) novas sanções ao país vizinho. Ele recomendou ainda que 12 dos 14 membros do Grupo de Lima façam o mesmo, uma vez que Canadá e Colômbia impuseram restrições à gestão de Maduro.

O  presidente  deputado Juan  Guaidó  e  o  vice-presidente  dos  Estados  Unidos,  Mike  Pence,  participam  da  reunião  do  Grupo  de  Lima,  em  Bogotá  –  Luisa  Gonzalez/Reuters/Direitos  Reservados
“Nos próximos dias, os Estados Unidos anunciarão sanções ainda mais fortes contra as corruptas redes financeiras do regime. Encontraremos cada dólar que eles roubaram e devolveremos esse dinheiro para o povo venezuelano à medida que continuamos a trazer benefícios econômicos e diplomáticos”, afirmou Pence, que participa em Bogotá, Colômbia, da reunião do Grupo de Lima, convocada extraordinariamente para discutir a crise venezuelana.

Formado em 2017 por chanceleres dos países das Américas, o grupo tem por objetivo tratar da situação da Venezuela e buscar formas de o país voltar à normallidade democrática.

Segundo Mike Pence, a pressão será mantida. “[Vamos fazer] pressão sobre o regime de Maduro, esperamos uma transição pacífica para a democracia, mas, como o presidente [Donald] Trump deixou claro, todas as opções estão na mesa.”

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, já havia mencionado a possibilidade de o governo norte-americano aplicar mais sanções à Venezuela.

Militares

Pence se dirigiu também aos militares das Forças Armadas da Venezuela que se mantêm fieis a Maduro. De acordo com o vice-presidente americano, é “chegada a hora”  de compreender a legitimidade de Guaidó como presidente interino e aceitar a oferta de anistia. Do contrário, Pence foi claro: as consequências serão graves, e o isolacionismo é certo.

“Vocês podem escolher aceitar a oferta de Guaidó de anistia, mas se vocês escolherem continuar a apoiar Maduro, vocês serão responsabilizados. Vocês não vão encontrar nenhuma saída fácil, nenhuma escapatória”, ressaltou o norte-americano.

Pence negou que os Estados Unidos ou Guaidó adotem medidas com caráter de vingança. “O presidente Guaidó não busca a vingança, os Estados Unidos, também não. Se vocês [militares venezuelanos] assumirem a bandeira da democracia, o presidente Guaidó e os governo dos Estados Unidos vão acolher e garantir que serão liberados das sanções impostas.”

Dinheiro

O vice-presidente anunciou ainda o repasse de US$ 56 milhões a mais para apoiar os países da região no suporte à Venezuela. Pence destacou o papel da poppulação venezuelana, que saiu às ruas pedindo democracia e liberdade. “O povo que ama a liberdade da Venezuela, saiba que vocês não estão sozinhos.”

Ele afirmou ainda que o esforço internacional é para assegurar uma transição pacífica na Venezuela. “Chegou a hora”, repetiu o vice-presidente, mais de uma vez. “O dia está chegando”, afirmou. “O povo verá o resnascimento da liberdade. O bom povo da Venezuela.”

Departamento do Tesouro dos EUA aplica sanções

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra 4 cidadãos da Venezuela nesta segunda-feira (25/02/2019).

Entre as pessoas já incluídas nas restrições dos EUA estão a esposa do presidente venezuelano, Cilia Adela Flores de Maduro, a vice-presidente venezuelana Delcy Rodrigues Lopez, e o ministro da Defesa das Forças Armadas Nacionais, Vladimir Padrino Lopez.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs novas sanções às autoridades venezuelanas nesta segunda-feira em meio à crise política e econômica no país. A lista desta vez inclui quatro pessoas.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, está atualmente participando de conversações do Grupo Lima em Bogotá. Ele deve declarar os próximos passos dos EUA contra Maduro e seu governo.

Washington impôs inúmeras sanções à Venezuela e também confiscou os ativos do país. Em janeiro de 2019, Washington bloqueou cerca de 7 bilhões em ativos da petrolífera estatal venezuelana PDVSA e começou a transferir o controle deles para o presidente da Assembléia Nacional, controlada pela oposição, Juan Guaidó.

*Com informações da Agência Brasil.

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