Série financiada pelo edital Arte na TV, que retrata o samba que mora nas casas de Ciatas e Caboclas, estreia no cinema

Cartaz anuncia série financiada pelo edital Arte na TV 'O samba que mora aqui'.

Cartaz anuncia série financiada pelo edital Arte na TV ‘O samba que mora aqui’.

O samba nasceu nos quintais, se fez em roda e ganhou o mundo. Hoje, seus acordes carregam em forma de ritmo essa história retratada na série O Samba que Mora Aqui, que estreia no dia 10 de fevereiro de 2019, na TVE Bahia. Ao abordar diferentes rodas de samba de Salvador, mestras e mestres sambistas como Ganhadeiras de Itapuã, Riachão e Walmir Lima, a produção discute as origens do samba e sua relação umbilical com os rituais de matriz africana.

Com direção de Vítor Rocha, produção da Caranguejeira Filmes, financiamento do Edital Arte na TV – Ano I, da Fundação Gregório de Mattos, da Prefeitura de Salvador, via Arranjos Regionais do FSA/ANCINE/BRDE, a série vai ao ar aos domingos, às 18 horas, com horário alternativo às terças-feiras, às 23:15 horas. A série tem quatro episódios com 26 minutos cada e os episódios poderão ser acompanhados também pelo Portal www.tve.ba.gov.br/tveonline.

O lançamento conta com apoio do Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha e do Grupo Botequim, e acontece no dia 08 de fevereiro, às 19 horas, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha, em Salvador, com entrada gratuita, sujeita à lotação da sala.  Após a sessão de abertura, haverá a roda de samba do Grupo Botequim no pátio da Igreja de Santo Antônio Além do Carmo. Quem apresentar o canhoto do cinema tem desconto e paga R$ 10.

O Samba Mora Aqui

No meio das rodas de samba na casa de Dona Cabocla, em Itapuã, o filme tomou forma e cadência. A varanda na sombra do pé de jamelão até que poderia ser um espaço da casa de Tia Ciata, considerada o berço do primeiro samba gravado no Brasil.

A casinha de Dona Cabocla no larguinho da rua do Gravatá aglutinava a comunidade criada no samba e tinha tamanha potência que favoreceu, inclusive, na criação do grupo As Ganhadeiras de Itapuã, em 2004. Dona Cabocla (Lucila Ferreira, na carteira de identidade) faleceu em 2018, aos 94 anos, durante a produção da série, mas o seu canto está lá guardado.

A obra tem participação do maestro Letieres Leite, da líder religiosa Makota Valdina, e do ritmista Gabi Guedes e suas mãos forjadas nos toques dos atabaques. Eles apresentam as origens rítmicas do samba nos quintais que abrigavam, e abrigam, o toque sagrado do Cabula (também chamado de Cabila), sobretudo nas casas de nação Angola.

O Samba que mora nas casas de Caboclas e Ciatas transbordou seus limites e segue seu caminho com grandes mestres como Seu Regi de Itapuã, com rodas como as do grupo Botequim e festas como a do bloco De Hoje a 8.

Agenda

O que: Estreia da série ‘O Samba que Mora Aqui’

Quando: 8 de fevereiro, às 19 horas

Onde: Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha

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