“Ruptura da barragem: o Brasil desmoronou”, diz Libération

Os jornais destacam os trabalhos de resgate de vítimas em Brumadinho, depois da ruptura da barragem da companhia Vale.

Os jornais destacam os trabalhos de resgate de vítimas em Brumadinho, depois da ruptura da barragem da companhia Vale.

“Terrível choque no Brasil após a ruptura de uma barragem da Vale” é a matéria assinada pelo enviado especial do jornal Les Echos à Brumadinho, Thierry Ogier. O jornalista descreve o cenário no local: “é como se uma grande erupção vulcânica tivesse recoberto a cidade. A catástrofe não foi provocada por um vulcão, mas pela ruptura de uma barragem da companhia de minérios Vale, gerando um verdadeiro tsunami de lama”, diz.

Les Echos destaca os trabalhos de busca às vítimas, com a ajuda de Israel, que enviou 130 militares e engenheiros, munidos de 10 toneladas de material de alta tecnologia, como drones e radares. Cerca de 200 sobreviventes foram retirados com vida da lama até o momento.

Os esforços dos moradores não passam despercebidos pelo repórter. Ele conta que na zona rural de Brumadinho, onde ressalta que a onda de lama engoliu plantações e residências, jovens organizam mutirões e continuam os trabalhos de buscas com simples ferramentas.

O site da revista Le Point lembra que as chances que sobreviventes sejam encontrados são agora mínimas. “As operações são complicadas devido à situação no local: uma vasta zona de lama que pode se estender por centenas de metros de largura e uma profundidade de até 15 metros”, publica.”Ruptura da barragem: o Brasil desmoronou” é manchete do jornal Libération, que estampa, em duas páginas, a impressionante imagem aérea de três integrantes da equipe de resgate em uma imensa área tomada pela lama tóxica. O diário lembra que 12,7 milhões de metros cúbicos de resíduos da barragem gerenciada pela companhia Vale invadiram a região na última sexta-feira (25/01/2019).

As razões do acidente ainda são desconhecidas, salienta Libération. O jornal reitera que a justiça decidiu bloquear R$ 11 bilhões da mineradora para as reparações dos prejuízos humanos e ambientais, enquanto a Vale anunciou a suspensão do pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio, a recompra de ações de sua própria emissão e os pagamentos de remuneração variável a executivos da companhia.

“Na sexta-feira, as ações do grupo registraram uma queda de 8% na Bolsa de Nova York”, destaca Libération. O site da revista Le Point também lembra que na Bolsa de São Paulo, a empresa viu suas ações caírem 24,5% na segunda-feira, o pior pregão da história da companhia.

*Com informações da RFI.

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