Polícia Federal prende duas pessoas na 59ª fase do Caso Lava Jato

59ª Fase do Caso Lava Jato mira propinas do Grupo Estre, Entre os alvos está Wilson Quintella Filho, acionista do grupo que tem atuação em diversas cidades do país.

59ª Fase do Caso Lava Jato mira propinas do Grupo Estre, Entre os alvos está Wilson Quintella Filho, acionista do grupo que tem atuação em diversas cidades do país.

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (31/01/2019), na 59ª fase da Operação Lava Jato, o ex-presidente e acionista do Grupo Estre Wilson Quintella Filha e o advogado Mauro Morais. A PF tinha também um mandado de prisão contra o executivo Antonio Kanji, mas ele não foi localizado. De acordo com a polícia, ele deverá se apresentar nesta sexta-feira (01/02/2019). Os três, inicialmente, ficarão presos temporariamente por cinco dias.

Foram cumpridos ainda 16 mandados de busca e apreensão na cidade de Araçatuba, em São Paulo, e na capital paulista. A ação contou com a participação de  60 agentes da PF e apoio de 16 auditores fiscais da Receita Federal.

As investigações colheram indícios que apontam que os executivos do Grupo Estre pagavam vantagens indevidas, de forma sistemática, a executivos da Transpetro para conseguir contratos. O esquema envolvia o pagamento de um percentual de propina, que alcançou o montante de até 3% do valor de 36 contratos formalizados com a estatal entre 2008 e 2014. Segundo a Polícia Federal, os contratos somam mais de R$ 682 milhões.

Em nota, o Grupo Estre disse que está colaborando com as investigações. “A Estre Ambiental vem colaborando com a operação e permanecerá à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários e colaborar com as investigações”, destaca a nota do grupo.

Valores

As investigações têm como base a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. De acordo com a Polícia Federal, no período de 2008 a 2014, foram repassados milhões de reais a agentes políticos. Desse total, o colaborador teria recebido R$ 2 milhões por ano, a título de vantagem indevida, além de R$ 70 milhões no exterior.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o escritório de advocacia de Mauro Morais foi usado para a movimentação de valores ilícitos e geração de dinheiro em espécie em favor das empresas do grupo investigado.

O sistema utilizado para ocultação e dissimulação da vantagem indevida ocorreu mediante a utilização de contas de passagem e estruturação de transações financeiras. O objetivo era evitar comunicação de operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

*Com informações da Agência Brasil.

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