Parlamentares rechaçam vale tudo do judiciário para manter ex-presidente Lula preso

Ex presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Parlamentares da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados usaram suas contas no Twitter para condenar a sentença proferida pela juíza Gabriela Hardt que condenou o ex-presidente Lula a 12 anos e 11 meses de prisão pelo caso do sítio de Atibaia. Segundo os parlamentares, a nova sentença revela o vale tudo do Poder Judiciário para manter o ex-presidente Lula preso. O ativismo judicial sem precedente condena sem crime e sem prova para que o presidente não caia nos braços do povo e exerça o seu papel de articulador e líder oposicionista no Brasil do ultradireitista Jair Bolsonaro.

“Nova condenação sem provas de Lula é um absurdo e revela mais uma vez perseguição criminosa. A juíza Gabriela Hardt, substituta provisória do Moro, sabendo que será substituída nos próximos dias, resolveu correr com o processo. Sem examinar os autos, sem ter qualquer prova, condenou Lula”, rechaçou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

De acordo com Zarattini, o objetivo dessas condenações é impedir que Lula saia da cadeia e exerça papel político. “Lula era candidato quando foi preso, acabou sendo impedido de ser candidato, e agora querem impedir que ele volte a fazer atividade política liderando a oposição. É lamentável, criminosa essa prisão”, frisou.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) disse que a nova condenação de Lula é “uma sentença vexatória, é um tapa na cara do STF”.

O deputado Enio Verri (PT-PR) lembrou que em várias partes do mundo, entidades e pessoas progressistas reconhecem o ex-presidente Lula como um preso político e que “o seu processo foi analisado por importantes juristas mundiais, que identificaram a perseguição contra ele”.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) escreveu: “Lula foi condenado por um tríplex que não é seu e por obras em um sítio que também não lhe pertence. Estaria solto se tivesse relações com milicianos, movimentação milionária na conta do motorista, ameaçado o primo de morte, e seu assessor fosse flagrado com malas de dinheiro”, ironizou.

Para a deputada Margarida Salomão (PT-MG), “a justiça brasileira age olhando para as cores partidárias das pessoas”. Como exemplo, ela citou o ex-senador Aécio Neves e Michel Temer que, segundo ela, “abundam provas, mas nenhuma pressa em julgar”.

“Contra Lula, nenhuma conta na Suíça ou gravação telefônica. Nenhuma prova, só a ânsia em o condenar”, lamentou a deputada.

 Erro ou incompetência

Os deputados Pedro Uczai (PT-SC) e Zeca Dirceu (PT-PR) chamaram a atenção para o erro grotesco cometido pela juíza Gabriela Hardt na sentença em que condenou o ex-presidente Lula.

“A sentença da juíza Gabriela Hardt contra Lula é tão estranha que teve como base os depoimentos de Léo Pinheiro e José Aldemário – que são a mesma pessoa. Esse processo não pode ser sério! Já Moro quer mudar a lei para poder se salvar das arbitrariedades que fez contra Lula”, criticou Pedro Uczai.

“Na sentença que condena Lula, a juíza Gabriela Hardt cita como provas depoimentos de dois co-réus: Léo Pinheiro e José Aldemário – que são a mesma pessoa! Erro ou proposital? Para condenar Lula vale tudo? Questionou Zeca Dirceu.

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