Em 2015, Dilma Rousseff resistiu à pressão de políticos e tentou criminalizar Caixa 2; Medidas encaminhadas ao Congresso Nacional, no entanto, foram tiradas de pauta pelos usurpadores

Quando presidente da República, Dilma Rousseff encaminhou proposta de combate ao Caixa 2 em campanhas eleitorais. No presente, ministro Sérgio Moro sede aos interesses dos conservadores e reacionários do Congresso Nacional e recua em apresentar propostas de combate a corrupção.

Quando presidente da República, Dilma Rousseff encaminhou proposta de combate ao Caixa 2 em campanhas eleitorais. No presente, ministro Sérgio Moro sede aos interesses dos conservadores e reacionários do Congresso Nacional e recua em apresentar propostas de combate a corrupção.

A covardia de Sérgio Moro ao retirar a prática de caixa 2 do seu catastrófico pacote de Segurança Pública escancarou o estelionato eleitoral que levou Jair Bolsonaro ao poder – que enganou o povo ao prometer uma “nova maneira de fazer política”. Mas não só. Além de contrariar o que ele próprio dizia quando era juiz, a decisão do atual ministro da Justiça repete a afronta do golpista Michel Temer quando retirou a urgência do projeto anticrime apresentado por Dilma Rousseff um ano antes do golpe de 2016.

A decisão da então presidenta da República de dar uma resposta dura à sociedade no que diz respeito ao combate à corrupção era também o cumprimento do que havia prometido em campanha. Diferentemente do atual desgoverno, Dilma seguia à risca o plano pelo qual foi eleita e levou ao Congresso, em março de 2015, uma série de propostas para prevenir e combater práticas ilícitas como a prática de caixa 2. “O combate à corrupção e à impunidade é coerente com minha vida pessoal, com minha prática política, e é coerente com minha atuação como presidenta da República”, declarou na época.

A recepção positiva ao projeto foi imediata, mas a história mostrou o quão oportunistas e traidores podem ser políticos da estirpe de Michel Temer. No ano seguinte ao golpe, quando ainda “governava” o país de maneira interina (o que, de fato, nunca deixou de ser) o emedebista estava preocupado apenas em livrar a própria pele e atender aos interesses dos grupos que o ajudaram a chegar ao poder.

Com isso, sob a justificativa de “poder discutir mais sobre o assunto”, Temer enterraria de vez o projeto que se propunha a entrar imediatamente em vigor. O assunto esfriou, o governo ilegítimo ganhou tempo e o resultado foi o esfacelamento do pacote apresentado por Dilma. Um ano depois, Temer voltaria a deixar claro para quem e para que governava ao enfraquecer a Controladoria Geral da União e comprometer drasticamente o combate à corrupção na esfera federal.

Em suma, Temer atendeu às pressões políticas e acabou com uma medida que poderia ter mudado o rumo da política no país e evitado crimes como os que envolvem a campanha eleitoral que elegeu Bolsonaro – as denúncias de caixa 2 estão cada dia mais graves.

Um juiz político, desde sempre

Moro caminha para o mesmo desfecho de Temer ao desavergonhadamente provar que nunca foi o justiceiro que alguns ainda acreditavam ser. E provas não faltam para corroborar esta tese. Antes mesmo de ceder às pressões e passar pano para crimes de caixa 2, o ex-juiz já havia “perdoado” o atual ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, justamente por praticar o ato ilícito. Detalhe: o então parlamentar não nega ter cometido caixa 2. “Ele já admitiu o erro, pediu desculpas”, declarou Moro.

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