Confira ‘Gratidão por existir’, trecho da obra ‘Fiapos de Inspiração’, de autoria do juiz Antonio Henrique da Silva

Antônio Henrique da Silva: Dona Arlete, se eu posso uma coisa dizer, digo que é um prazer ter nascido de você.

Antônio Henrique da Silva: Dona Arlete, se eu posso uma coisa dizer, digo que é um prazer ter nascido de você.

De autoria de Antonio Henrique da Silva, juiz titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Feira de Santana, e de Ana Rosa Varjão e Francis Vitorino, a obra literária ‘Fiapos de Inspiração’ é decorrente do livro ‘Fiapos’, redigido, em 2007, por Antonio Henrique. O livro aborda o ser humano em sua vida cotidiana, com os aspectos contraditórios vivenciados pelas pessoas. O trecho a seguir, ‘Gratidão por existir’, é parte da obra literária, em que Antonio Henrique apresenta dedicatória especial.

Gratidão por existir

À minha amada mãe, Arlete Marques Santos, e ao meu pai, José da Silva Santos.

Mãe de nove filhos, dos quais, apenas seis (6) estão presentes, mas quem o presente sente são esses seus filhos, cientes de que vieram de um casal decente. E alegria é o que a gente sente pelo presente que Deus deu a gente.

O mais velho chama-se José da Silva Santos Filho, inquieto e sonhador de nascença, vai de experiência em experiência compreendendo que o importante é ter decência e amor.

O segundo chama-se Antonio Henrique da Silva, dispensarei comentários, deixo para o imaginário.

A terceira é Anne Lúcia Marques Santos, a Ninha, apressada, quis logo trazer ao mundo mais alegria, mesmo com as dificuldades, todos lhe trouxeram alegrias: Hugo, Caio, Raianne e Igor, eis as suas crias.

A quarta, Tânia Cristina Ferreira, a Taininha, que em Luiz viu a sua alegria, e a Mari chegou como a sua cria, trazendo ao casal muita alegria.

A quinta, Vera Lúcia Marques, cujos filhos Valéria e Wilson constituem-se o seu ofício. Apesar das cobranças, ela precisa entender que não se pode cobrar o que se negou a fazer.

E o sexto é o Jorge Marques Santos, boêmio, alegre e brincalhão, faz da alegria a sua diversão, com dinheiro ou sem dinheiro na mão, ele triste não quer ficar não, mostra a todos que, apesar das dificuldades, a alegria não pode nos deixar.

D. Arlete, mulher guerreira e de luta verdadeira, ciumenta que não era brincadeira, por seu amor fazia qualquer besteira; e os filhos, a observar aquela maneira de ser de uma mulher verdadeira. Forte, enfrentou e superou barreiras com a garra de quem é leal e parceira. De gênio forte, não aceita deboche, o ciúme demonstra. Mulher brilhante que segue avante, apesar dos desmanches que lhe mancharam a alma. Mulher cuidadosa, tal qual uma rosa, cujos espinhos a espinharam, mas não lhe desalmaram o amor por seus filhos, foi o que sempre demonstrou. Mulher aguerrida que, apesar de todas as feridas, manteve-se forte e altiva para suas crias criar e hoje ostenta os seres que, com orgulho, pôde ao mundo apresentar. Nem todos doutores, mas que importância nisso há? O importante é mostrar seres melhores que à sociedade possam ajudar a transformar, retribuindo o amor que essa senhora esteve a doar.

Ah! Dona Arlete, se eu posso uma coisa dizer, digo que é um prazer ter nascido de você.

Eis uma singela homenagem a esse ser que me fez nascer!

Antonio Henrique da Silva, juiz de Direito.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).