80 jornalistas foram assassinados em 2018, aponta Repórteres Sem Fronteiras

Jornalista são vítimas da violência. O número de reféns também aumentou em 11%, com 60 jornalistas em cativeiro até o momento.

Jornalista são vítimas da violência. O número de reféns também aumentou em 11%, com 60 jornalistas em cativeiro até o momento.

A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou, nesta semana, o balanço anual dos abusos cometidos contra jornalistas em todo o mundo. De acordo com os dados, somente em 2018, 80 jornalistas foram mortos, 348 estão atualmente detidos e 60 são reféns.

De acordo com o diretor da ONG Repórteres Sem Fronteiras da América Latina, Emmanuel Colombié, cada vez mais os chefes de Estado democraticamente eleitos vêem a imprensa não mais como um fundamento essencial da democracia, mas como um adversário no qual eles demonstram abertamente aversão.

“A violência contra jornalistas está atingindo um novo nível, um novo patamar. Temos uma espécie de deliberação do ódio, favorecido por discursos perigosos por parte de dirigentes políticos, líderes sociais também, mas, geralmente, até presidente de países democráticos tem um discurso de desconfiança e de desconsideração. Isso reflete em um momento preocupante dos abusos contra jornalistas.”

Além disso, o balanço aponta que o número de jornalistas detidos no mundo também está aumentando: 348, comparado a 326 em 2017. O número de reféns também aumentou em 11%, com 60 jornalistas em cativeiro até agora, comparado a 54 no ano passado.

Segundo a última edição do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, o Afeganistão é o país mais letal para o jornalismo, seguido pela Síria (11/02/2019) e pelo México (09/02/2019).

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).