Regina Casé, Mariene de Castro e Jorge Washington integram a programação de verão da Fundação Gregório de Mattos, em Salvador

Regina Casé apresenta o Recital da Onça no Barroquinha, em Salvador.

Regina Casé apresenta o Recital da Onça no Barroquinha, em Salvador.

Programação diversificada dos Espaços Culturais da Fundação Gregório de Mattos agitam o verão de Salvador trazendo Mariene de Castro, com Santo de Casa, Regina Casé, com o Recital da Onça no Barroquinha, o afrochef Jorge Washington com sua Culinária Musical de 2019 e muito mais

 A partir de quinta-feira (10/01/2019), os espaços culturais da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador, abrem as portas para a edição 2019 do Diversão de Verão, trazendo para soteropolitanos e turistas, uma programação cultural especial. Até o final de fevereiro, vai ter muita opção de teatro, música, literatura, culinária e outras atividades culturais no Espaço Cultural da Barroquinha, Teatro Gregório de Mattos (TGM) e Casa do Benin.

Para Fernando Guerreiro, presidente da FGM, “Diversão de Verão marca a estação mais iluminada da cidade com uma programação diversificada, eclética, pontuada por apresentações das mais variadas linguagens artísticas. De Regina Casé a Mariene de Castro, dos ensaios abertos de João Falcão, a culinária cultural de Jorge Washington, recheados pelos tambores de Mônica Millet, tudo se congrega às Feministas de Muzenza e promove encontros e parcerias. Que venha o sol, a diversão e a arte!”

A programação começa nesta quinta (10), na Casa de Tio Greg (TGM) com o Quintas Gregorianas, às 19h, com o poeta e performer Denison Palumbo apresentando “Cantos Paralelos”, com participações especiais de compositoras e cantoras de Salvador. Com pandeiro e voz, Palumbo expõe um repertório de canções e poemas autorais, ao lado de um acervo particular de paródias. A apresentação tem um formato aberto, com momentos de improviso de rima e falas que narram o próprio processo criativo. Cantos Paralelos começou a tomar forma em 2016 apresentando no Teatro Vila Velha e rodado por Campo Grande e Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Em 2018 o solo amadureceu, encontrou seu formato, no limiar da música e da poesia, que pode acontecer na feira livre ou no palco de teatro; na praça pública ou no salão nobre da reitoria; no bar da esquina ou na barca de revista. Abrindo 2019, o solo ganha o reforço de convidadas especiais como a percussionista, cantora e compositora Alexandra Pessoa.

A exposição Gregórios deixou um legado em forma de memorial com as artes de Gregório de Mattos e um histórico dos mais de trinta anos da FGM. A visitação é aberta ao público, de quarta a domingo, das 14 às 19 horas, na Galeria da Cidade – Teatro Gregório de Mattos.

Nos sábados (12, 19 e 26), às 10:30 horas, a Casa do Benin recebe mais três edições do “Mestras do Saber – Vivências Percussivas com Mônica Millet”. Dia 26, no encerramento do projeto, acontecerá uma roda percussiva aberta.

Já nos domingos (13/01 e 10/02), a Casa do Benin abre as portas para o Culinária Musical de 2019, a partir do meio dia. O espaço é uma novidade, mas os ingredientes que fazem o sucesso do projeto Culinária Musical continuam os mesmos: boa gastronomia, com uma deliciosa feijoada preparada pelo afrochef Jorge Washington; música, com o samba do grupo Quinteto, formado por Flavinho Sacramento (cavaquinho e voz), Ricardo Negrão (surdo e voz), Neném Madeira (tantan e voz),  Chimby (reco-reco e voz) e Quinto (violão e voz) e convidados; performances artísticas com uma apresentação de Stiletto (dança com salto alto) com Elivan Nascimento e   Daiana Damasceno e coreografia afro apresentada pelo casal Nildinha Fonseca e Zé Ricardo, bailarinos do Balé Folclórico da Bahia, que se juntam ao filho Caio Fonseca na performance Arte em Família; além de moda com desfile da grife Nega Negona da estilista Claudia de Jesus. Tudo isso em um ambiente de descontração e encontros de amigos. A iniciativa do ator, diretor e produtor cultural Jorge Washington de reunir boa música em torno de pratos da culinária popular baiana consolidou-se como um grande evento cultural da cidade de Salvador, reunindo grandes nomes da música, da moda e das diversas linguagens artísticas e atraindo um público cada vez maior a cada edição. Além da tradicional feijoada, o prato preferido dos brasileiros, o afrochef Jorge Washington promete preparar outras delícias como tira gostos para acompanhar a cerveja gelada e o samba desta primeira edição do ano do Culinária Musical. Entrada R$15,00 (em espécie) | Prato R$ 30,00 (dinheiro ou cartão).

A exposição permanente com obras do acervo pessoal de Pierre Verger está aberta ao público, na Casa do Benin de segunda a sexta, das 9 às 17 horas.

Domingo (13), às 19h, a Casa de Dona Barroca (Espaço Cultural da Barroquinha), abre as portas para o show de lançamento, com participação do cantor Zé Honório, do primeiro álbum, em versão digital, da Sanbone Pagode Orquestra – Sinfonias de Pagode, projeto que tem financiamento do edital Gregórios, da FGM que faz uma mistura da música popular com erudita, pagode com sinfonia. Harmonia do Samba e Bach, É o Tchan e Beethoven.

A jornalista Josy Miranda lança seu mais novo livro “O que há em mim, Reflexões e Pensamentos”, na próxima terça (15), às 18:30 horas, no Espaço Cultural da Barroquinha. Amor, desamor, encontros, desencontros e a busca incessante pela superação da alma e do coração é a tônica do livro.

As Feministas de Muzenza – Uma Comedia Afro-Baiana chegam na Casa de Dona Barroca (Espaço Cultural da Barroquinha), nos sábados (19 e 26) e domingos (20 e 27), sempre às 19h. O espetáculo com texto de Aidil Linhares e Cleise Mendes, dirigido por Luis Bandeira e encenado pela Cia. Gente de Teatro da Bahia conta a história da luta de várias mulheres que tentam criar um movimento feminista. As mesmas enxergam no crescimento turístico da cidade, a oportunidade de conquistar e defender seu lugar na sociedade de Muzenza, e por essa razão decidem lutar, contrariando a Igreja, os homens e até mesmo algumas mulheres muzentistas. Essas outras mulheres da cidade organizam um contra-movimento, liderado por Norma, personagem arredia que luta fervorosamente para acabar com o movimento feminista de Muzenza. A peça é uma alegoria que critica os costumes e expõe o contexto vivenciado no estado da Bahia a partir de meados da década de 90, quando ocorre o “boom” do turismo centrado em uma idéia de baianidade afro-barroca. No elenco, nomes como Orlando Martins, Diogo Teixeira, Lazaro Machado, Orlando Martins, Cloves Oliveira, Raimundo Moura, Paulo Nerri.

Regina Casé estreia seu solo Recital da Onça na Barroquinha, na quarta (23), às 19h, no Espaço Cultural da Barroquinha. O monólogo marca a volta de Regina Casé aos palcos teatrais depois de mais de 25 anos. Sua personagem recebeu convite de Harvard para inventar um novo formato pop para palestras sobre literatura brasileira para estudantes estrangeiros. Ela precisa ensaiar suas propostas antes da viagem, a partir de textos de nossos grandes autores. Recital da Onça na Barroquinha é esse “ensaio”. A platéia tem a tarefa, entre muitas risadas e muitos momentos emocionantes, de ajudá-la a escolher os textos mais adequados para essa missão e a enfrentar seu pavor de aeroportos, da imigração americana e do frio congelante do inverno em Harvard. Com texto de Hermano Vianna e Regina Casé, direção de Estevão Ciavatta e Hamilton Vaz Pereira, direção de produção de Pedro Tourinho, produção de Canella Produções e Map Brasil, figurino de Cláudia Kopke e Cenário de Luiz Zerbini, o recital terá curtíssima temporada, com sessões nos dias 23, 24, 30 e 31 de janeiro, e 6 e 7 de fevereiro.

Mariene de Castro realiza três edições quinzenais do projeto Santo de Casa, no pátio do Espaço Cultural da Barroquinha, com sessões nas sextas-feiras (26/01, 08 e 22/02), sempre às 18 horas.

Na Galeria Juarez Paraíso, no Espaço Cultural da Barroquinha, segue a exposição Orixás da Bahia, com visitação aberta ao público de quarta a domingo, das 14 às 19h. A FGM traz de volta a Salvador a mostra que foi criada em 1973 por D. Elyette Magalhães (in memorian). Mulher de personalidade forte, ideias e visão além de seu tempo, em plena década de 70 exibia lindos e coloridos turbantes, causando estranhamento a muita gente que desconhecia a importância de tão poderoso adereço e reforçando sua ligação com a religiosidade de matriz africana. Dona Elyette foi mais longe: no ato de criação do Museu da  Cidade, em 05 de julho de 1973, dedicou uma sala inteira aos orixás, criados pelo artista plástico Alecy Azevedo e acompanhado pela assessoria de Mãe Meninha do Gantois. São 16 estátuas em tamanho natural de divindades africanas, esculpidas em papel marchê. A curadoria atual tem assinatura do artista visual, cenógrafo, aderecista e figurinista, Maurício Martins, com consultoria religiosa de alguns membros do Terreiro do Gantois. Martins projetou um cenário que promove um diálogo entre elementos da ancestralidade e da contemporaneidade. Para recuperar as roupas (figurinos) e os adereços que vestem as esculturas de Alecy, contou com a coordenação da museóloga, Gerente de Bibliotecas e Promoção do Livro e Leitura (FGM) e filha do Gantois, Jane Palma e das costureiras Joselita França, Alzedite Santos, Clara Guedes e Regina Celia Santos.

Encerrando o Diversão de Verão – 2019, Sulivã Bispo volta aos palcos de Dona Barroca com o espetáculo Kaiala, nos dias 09, 10, 16 e 17/02, às 17h. Kaiala conta a história de uma menina de 10 anos, iniciada no candomblé de tradição angola, que foi assassinada em um ato de intolerância religiosa, quando seu terreiro foi invadido por um grupo de evangélicos que quer por fim aos cultos de matriz africana. Em seu primeiro solo, Sulivã Bispo apresenta essa narrativa a partir de três pontos de vista: a avó, o irmão de santo e a evangélica, evocando a discussão de temas como racismo, intolerância religiosa e a morte sistemática de jovens negros no Brasil. Estreado em 2016, sob a direção de Thiago Romero, com esta obra Sulivã foi indicado a Melhor Ator no Prêmio Braskem de Teatro do mesmo ano.

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