Regina Casé e Mariene de Castro estreiam temporada no Espaço Cultural da Barroquinha, em Salvador

Mariene de Castro volta ao pátio do Espaço Cultural da Barroquinha com o show Santo de Casa.

Mariene de Castro volta ao pátio do Espaço Cultural da Barroquinha com o show Santo de Casa.

O Diversão de Verão 2019 continua animando ainda mais a cidade com a programação de verão especial nos espaços culturais da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador. Até o final de fevereiro, vai ter muita opção de teatro, música, literatura, culinária e outras atividades culturais no Espaço Cultural da Barroquinha, Teatro Gregório de Mattos (TGM) e Casa do Benin.

Regina Casé estreia seu solo Recital da Onça na Barroquinha, na quarta-feira (23/01/2019), às 19 horas, no Espaço Cultural da Barroquinha. O monólogo marca a volta de Regina Casé aos palcos teatrais depois de mais de 25 anos. Sua personagem recebeu convite de Harvard para inventar um novo formato pop para palestras sobre literatura brasileira para estudantes estrangeiros. Ela precisa ensaiar suas propostas antes da viagem, a partir de textos de nossos grandes autores. Recital da Onça na Barroquinha é esse “ensaio”. A platéia tem a tarefa, entre muitas risadas e muitos momentos emocionantes, de ajudá-la a escolher os textos mais adequados para essa missão e a enfrentar seu pavor de aeroportos, da imigração americana e do frio congelante do inverno em Harvard. Com texto de Hermano Vianna e Regina Casé, direção de Estevão Ciavatta e Hamilton Vaz Pereira, direção de produção de Pedro Tourinho, produção de Canella Produções e Map Brasil, figurino de Cláudia Kopke e Cenário de Luiz Zerbini, o recital terá curtíssima temporada, com sessões nos dias 23, 24, 30 e 31 de janeiro, e 6 e 7 de fevereiro.

Mariene de Castro volta ao pátio do Espaço Cultural da Barroquinha com o show Santo de Casa, nas sextas-feiras 25/01, 08 e 22/02, encerrando no dia 08/03, sempre às 18h. A sambista resgata sambas clássicos da música brasileira, além de canções autorais. Abrindo a temporada (dia 25/01), quem sobe ao palco com a diva baiana é Elba Ramalho e Filhos de Gandhy.

No domingo (10/02), a Casa do Benin abre as portas para o Culinária Musical de 2019, a partir do meio dia. O espaço é uma novidade, mas os ingredientes que fazem o sucesso do projeto Culinária Musical continuam os mesmos: boa gastronomia, com uma deliciosa feijoada preparada pelo afrochef Jorge Washington. Tudo isso em um ambiente de descontração e encontros de amigos. A iniciativa do ator, diretor e produtor cultural Jorge Washington de reunir boa música em torno de pratos da culinária popular baiana consolidou-se como um grande evento cultural da cidade de Salvador, reunindo grandes nomes da música, da moda e das diversas linguagens artísticas e atraindo um público cada vez maior a cada edição. Além da tradicional feijoada, o prato preferido dos brasileiros, o afrochef Jorge Washington promete preparar outras delícias como tira gostos para acompanhar a cerveja gelada e o samba desta primeira edição do ano do Culinária Musical.

Nos sábado (26), às 10:30 horas, na Casa do Benin acontece o encerramento do “Mestras do Saber – Vivências Percussivas com Mônica Millet”, com uma roda percussiva aberta. E, para quem gosta de arte, a exposição permanente com obras do acervo pessoal de Pierre Verger está aberta ao público, na Casa do Benin de segunda a sexta, das 9 às 17 horas.

Já no Teatro Gregório de Mattos, segue aberta ao público, de quarta a domingo das 14 às 19 horas, o Memorial GREGÓRIOS, com parte do acervo exposto na exposição interativa. Ambientada num circuito dinâmico e criativo, com diversas texturas, composta pela vasta obra creditada a Gregório de Mattos, a mostra propõe criar uma atmosfera seiscentista da Salvador do poeta, por via da iluminação, dos sons, de imagens e objetos que certamente vão transportar os visitantes àqueles tempos em que a capital da Bahia já se fazia majestosa e a mais importante cidade das Américas. Como parte integrante da exposição, foi destinado um espaço retratando a trajetória da Fundação Gregório de Mattos, criada em 1986 e que, ao longo de três décadas, se firmou como uma instituição importante para alavancar ações e projetos culturais em Salvador. GREGÓRIOS foi o último trabalho assinado pelo artista plástico e cenógrafo Joãozito, e, após seu falecimento, o projeto vem sendo tocado por sua esposa e artista plástica Lanussi Pasquali.

Últimas apresentações do espetáculo As Feministas de Muzenza – Uma Comedia Afro-Baiana, encerrando temporada na Casa de Dona Barroca (Espaço Cultural da Barroquinha), sábado (26) e domingos (27), sempre às 19h. O espetáculo com texto de Aidil Linhares e Cleise Mendes, dirigido por Luis Bandeira e encenado pela Cia. Gente de Teatro da Bahia conta a história da luta de várias mulheres que tentam criar um movimento feminista. As mesmas enxergam no crescimento turístico da cidade, a oportunidade de conquistar e defender seu lugar na sociedade de Muzenza, e por essa razão decidem lutar, contrariando a Igreja, os homens e até mesmo algumas mulheres muzentistas. Essas outras mulheres da cidade organizam um contra-movimento, liderado por Norma, personagem arredia que luta fervorosamente para acabar com o movimento feminista de Muzenza. A peça é uma alegoria que critica os costumes e expõe o contexto vivenciado no estado da Bahia a partir de meados da década de 90, quando ocorre o “boom” do turismo centrado em uma idéia de baianidade afro-barroca. No elenco, nomes como Orlando Martins, Diogo Teixeira, Lazaro Machado, Orlando Martins, Cloves Oliveira, Raimundo Moura, Paulo Nerri.

Na Galeria Juarez Paraíso, no Espaço Cultural da Barroquinha, segue batendo recorde de público, a exposição Orixás da Bahia, de quarta a domingo, das 14 às 19 horas. A FGM traz de volta a Salvador a mostra que foi criada em 1973 por D. Elyette Magalhães (in memorian). Mulher de personalidade forte, ideias e visão além de seu tempo, em plena década de 70 exibia lindos e coloridos turbantes, causando estranhamento a muita gente que desconhecia a importância de tão poderoso adereço e reforçando sua ligação com a religiosidade de matriz africana. Dona Elyette foi mais longe: no ato de criação do Museu da Cidade, em 05 de julho de 1973, dedicou uma sala inteira aos orixás, criados pelo artista plástico Alecy Azevedo e acompanhado pela assessoria de Mãe Meninha do Gantois. São 16 estátuas em tamanho natural de divindades africanas, esculpidas em papel marchê. A curadoria atual tem assinatura do artista visual, cenógrafo, aderecista e figurinista, Maurício Martins, com consultoria religiosa de alguns membros do Terreiro do Gantois. Martins projetou um cenário que promove um diálogo entre elementos da ancestralidade e da contemporaneidade. Para recuperar as roupas (figurinos) e os adereços que vestem as esculturas de Alecy, contou com a coordenação da museóloga, Gerente de Bibliotecas e Promoção do Livro e Leitura (FGM) e filha do Gantois, Jane Palma e das costureiras Joselita França, Alzedite Santos, Clara Guedes e Regina Celia Santos.

Sulivã Bispo volta aos palcos de Dona Barroca com o espetáculo Kaiala, nos dias 09, 10, 16 e 17/02 – Espaço Cultural da Barroquinha, às 17 horas. Kaiala conta a história de uma menina de 10 anos, iniciada no candomblé de tradição angola, que foi assassinada em um ato de intolerância religiosa, quando seu terreiro foi invadido por um grupo de evangélicos que quer por fim aos cultos de matriz africana. Em seu primeiro solo, Sulivã Bispo apresenta essa narrativa a partir de três pontos de vista: a avó, o irmão de santo e a evangélica, evocando a discussão de temas como racismo, intolerância religiosa e a morte sistemática de jovens negros no Brasil. Estreado em 2016, sob a direção de Thiago Romero, com esta obra Sulivã foi indicado a Melhor Ator no Prêmio Braskem de Teatro do mesmo ano.

Para Fernando Guerreiro, presidente da FGM, “Diversão de Verão marca a estação mais iluminada da cidade com uma programação diversificada, eclética, pontuada por apresentações das mais variadas linguagens artísticas. De Regina Casé a Mariene de Castro, dos ensaios abertos de João Falcão, a culinária cultural de Jorge Washington, recheados pelos tambores de Mônica Millet, tudo se congrega às Feministas de Muzenza e promove encontros e parcerias. Que venha o sol, a diversão e a arte!”

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