Nicolás Maduro qualifica presidente Jair Bolsonaro como fascista; Afirmação ocorreu durante posse na presidência da Venezuela

Presidente Jair Bolsonaro participa da solenidade de transmissão de cargo do Comando da Marinha do Brasil.

Presidente Jair Bolsonaro participa da solenidade de transmissão de cargo do Comando da Marinha do Brasil.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prestou juramento nesta quinta-feira (10/01/2019) para um segundo mandato de seis anos, desafiando os Estados Unidos e grande parte da comunidade internacional, que consideram sua reeleição ilegítima. O líder venezuelano aproveitou a cerimônia para alfinetar o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

O presidente venezuelano, de 56 anos, foi investido perante o Tribunal Supremo Eleitoral (TSJ) e não perante o Parlamento, a única instituição nas mãos da oposição.

“Juro em nome do povo da Venezuela (…) juro pela minha vida”, declarou Maduro, que recebeu a faixa presidencial do presidente da Suprema Corte de Justiça (governista), em um ato que não foi assistido por nenhum representante da União Europeia (UE) ou a maioria dos países das Américas. Os europeus, assim como os Estados Unidos e o Grupo Lima – formado por 14 países – contestaram a reeleição de Maduro no pleito de 20 de maio.

Maduro pediu que a Venezuela seja ouvida para “resolver esta situação”, em alusão a crise política que assola o país. O presidente continuou criticando a “intolerância” entre os governos de direita que se opõem a ele na região.

O líder também acusou a oposição venezuelana, qualificando-a de “fascista”, que teria “infectado a direita latino-americana e caribenha”, antes de se referir ao chefe de Estado brasileiro: “Vamos ver o caso do Brasil e do surgimento de um fascista como o presidente Jair Bolsonaro”, disse Maduro.

EUA vão aumentar pressão contra Caracas

Pouco antes da posse, Washington se negaram novamente a reconhecer a legitimidade do governo Maduro e prometeu aumentar a pressão sobre o presidente venezuelano, de acordo com o assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton. “Os Estados Unidos não reconhecem a posse ilegítima da ditadura de Maduro. Continuaremos aumentando a pressão sobre o regime corrupto, apoiando a democrática Assembleia Nacional (Parlamento) e cobrando democracia e liberdade na Venezuela”, escreveu Bolton no Twitter. As autoridades norte-americanas já anunciaram novas sanções financeiras contra personalidades e empresas na Venezuela.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).