Jair Messias Bolsonaro, o mitômano | Por Carlos Augusto

O governo de Jair Bolsonaro se prenuncia pelo conjunto de discursos, indicações e alinhamento político com a extrema-direita, identificado por setores da mídia com as ideias do totalitarismo, nazifascismo, misoginia, segregacionismo contra negros e grupos minoritários, favorável a degradação ambiental, contra a liberdade de expressão e imprensa, que adota discurso religioso e professa ódio, vinculado a prática da violência física como forma de obter a redução do conflito social.

O governo de Jair Bolsonaro se prenuncia pelo conjunto de discursos, indicações e alinhamento político com a extrema-direita, identificado por setores da mídia com as ideias do totalitarismo, nazifascismo, misoginia, segregacionismo contra negros e grupos minoritários, favorável a degradação ambiental, contra a liberdade de expressão e imprensa, que adota discurso religioso e professa ódio, vinculado a prática da violência física como forma de obter a redução do conflito social.

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL/RJ) é um mito, isto é, mitômano, mentiroso. Mas, em algo ele é sincero: prometeu infelicitar o povo brasileiro e vai cumprir!

Bolsonaro foi ungido pelas urnas e eleito presidente do Brasil numa eleição manipulada pelos disparos de mentiras nas redes sociais, o terror imposto pela justiça eleitoral com a invasão de universidades e ameaças explícitas e veladas contra o candidato Haddad e a suposta possibilidade de indulto ao preso político Lula da Silva.

A frágil democracia era mais uma vez violada. Antes, o estupro da democracia havia ocorrido com o golpe parlamentar de 2016 que derrubou o governo democraticamente eleito de Dilma Roussef e, na continuação, o encarceramento do principal líder de oposição, Lula da Silva, prisioneiro político.

Os bolsonaristas raiz – ativistas fascistas que já o denominavam de mito há um certo tempo, tinham razão: ele é um mito… mitômano. Mitômano é aquele que faz da mentira sua principal qualidade. Sustentada pela farsa e pela mentira – os fake news – sua campanha entorpeceu e bestializou o eleitor brasileiro, que cometeu suicídio político-eleitoral,  votando contra si mesmo e seus interesses de cidadão.

Bolsonaro é um mentiroso contumaz. Na única entrevista que compareceu, no Jornal Nacional da Globo (28/08/2018), antes da fakeada, mostrou um suposto livro sobre a delirante farsa criada por ele de um suposto “kit gay do governo do PT”.

E essa foi a tônica de campanha. A farsa e a mentira. Se esse circo de horrores ocorresse em um país sério, a justiça eleitoral impugnaria tal candidatura. Aqui no Brasil? Quem se atreveria a contrariar o Sistema que o queria eleger?

(Sistema. O conjunto da elite brasileira. Grande empresariado, forças armadas, poder judiciário, polícias, meios de comunicação, corporações profissionais de elite, igrejas, alta classe média etc.)

Porém, justiça seja feita. Em uma coisa ele não mente. Pelo contrário, é “sincerão”. Bolsonaro prometeu – e vai cumprir – desgraçar e infelicitar a vida do povo brasileiro. Como?

A sua agenda política é totalmente negativa. Isto é, só de retirada de direitos, medidas impopulares e de impacto negativo sobre o ser humano é o meio ambiente. Vejamos.

Ele promete a retirada dos direitos trabalhistas que ainda restam, retirada dos direitos previdenciários, sociais. A não garantia dos direitos humanos. Promete retirar direito dos indígenas, dos negros, das mulheres, dos deficientes físicos e mentais e outros grupos sociais vulneráveis, como os soropositivos.

Promete criminalizar os movimentos sociais de Sem Terra e Sem Teto. Perseguir sindicatos de trabalhadores. Violar o meio ambiente com o desmatamento da Amazônia.

E a “joia da coroa” que alvoroça o “mercado”: dilapidar o patrimônio público e o entregar ao capitalismo internacional. Petróleo, energia elétrica e ouros setores estratégicos da economia nacional.

O pesadelo só está começando. 2019 vem aí.

Feliz ano novo?

*Carlos Augusto, cientista social e jornalista.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).